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A prata da casa vale ouro

A prata da casa vale ouro

Canal RH *- A prata da casa vale ouro – Por Marcinéia Oliveira

Publicado no Jornal corporativo. Edição 858 – Segunda-feira, 28 de maio de 2012.

Existem algumas maneiras de recrutar e selecionar os profissionais para ocupar determinada vaga em uma empresa. Uma delas é por meio do recrutamento interno, onde se busca entre os colaboradores da empresa, candidatos qualificados para concorrer à vaga disponível, tanto para cargo de chefia quanto para transferência de áreas.

De acordo com Idalberto Chiavenato, em seu livro Administração de Vendas, o maior benefício do recrutamento interno é “proporcionar oportunidades de carreira e desenvolvimento para os próprios funcionários, motivando-os continuamente a se preparar, desenvolver, para concorrer a futuras promoções”.

Além de ser uma excelente maneira de a empresa reconhecer os esforços de sua equipe. Obviamente uma empresa não tem como promover todos seus colaboradores, “mas é essencial que saibam que existem oportunidades para os indivíduos que trabalham bem”, afirma Peter Drucker, em seu livro “Prática da Administração de Empresas”.

Para que um profissional desenvolva-se profissionalmente é preciso mais do que apenas interesse de sua parte, é preciso que seja liderado e incentivado. E isto é o que sempre Danúbio Passos, gerente da livraria Saraiva do shopping Rio Sul, faz com maestria. Além de incentivar sua equipe para atender bem e superar as expectativas dos clientes, mostra a sua equipe como eles podem crescer dentro da empresa e coloca-se à disposição para ajudá-los a conseguirem isso. Em uma conversa, Danúbio me disse:
– “Durante as reuniões com minha equipe, pergunto quem deseja ser um supervisor ou um gerente. Quando vejo interesse em um profissional, procuro orientá-lo sobre o perfil de líder que a Saraiva precisa e mostro como conseguir alcançar essas metas”.

Karen Muniz tem 28 anos e há dez começou a trabalhar na livraria na livraria Saraiva, como vendedora temporária, ela comenta:

-“De temporária a Gerente Trainee não foi fácil. É muito amor pelos livros, pela cultura e pelo ambiente de trabalho. Quando vi a possibilidade de me tornar uma Gerente Trainee depois de uma avaliação positiva e corretiva, foi bem mais fácil contornar e melhorar os pontos em desenvolvimento. Considero-me uma mulher tigre, que agarrou todas as oportunidades oferecidas pela empresa”.

Sou testemunha ocular de que esta postura é verdadeira. Há vários anos sou cliente da loja onde Danúbio é Gerente e acompanhei o crescimento de dois profissionais. Ricardo Jardilino, que há alguns anos foi promovido à líder de vendas e mês passado foi escolhido para participar de um processo de seleção para gerentes de loja e Karen Muniz, que participou do mesmo processo para seleção de gerentes. Os dois foram para a sede da empresa em São Paulo, onde participaram de cursos, palestras e fizeram uma prova. Fiquei imensamente feliz ao saber que os dois passaram. Atualmente, Ricardo está como trainee de gerente na loja da Rua do Ouvidor e Karen permaneceram na Loja do Rio Sul, onde está sendo treinada por Danúbio. Em breve os dois assumirão uma das livrarias da rede Saraiva. A promoção dos dois encorajou toda a equipe, que viram que os esforços deles não fora em vão.

Antes, porém, de iniciar um processo de recrutamento interno é preciso analisar acatar o conselho do professor Idalberto que diz que “o recrutamento interno exige um sistema de avaliação de desempenho do pessoal capaz de proporcionar informações seguras sobre cada funcionário e suas condições de promovabilidade.” Este alerta é importante para evitar que um profissional que não tem condições reais de ser promovido participe de um processo de seleção interna e fique desmotivado.

Transparência em todo processo e imparcialidade garante o sucesso. O processo deve ser bem divulgado em toda a empresa, bem como os critérios para participar e quais são os requisitos necessários. E ter bem definido o que a empresa espera dos profissionais que participarão do processo.

Vale ressaltar que os profissionais que desejam crescer em uma empresa precisam seguir o conselho de Karen Muniz, quando ela diz: “Notificar ao seu gestor que você está disponível e capaz de assumir responsabilidade, é necessário para que tenha um acompanhamento diferenciado. A motivação para crescer está nas nossas mãos e podemos conduzir positivamente ou negativamente. Claro que “um tapinha nas costas” não faz mal a ninguém”.

Em muitas empresas, a prata da casa vale ouro, por isso reconhecem os esforços e o comprometimento por dar a oportunidade a cada um de ir além.

Marcinéia oliveira

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6 Comentários
  • Aimoré Maia
    12 de janeiro de 2013 ás 14:49

    Prezada Marcineia,

    Texto excelente e de muita sabedoria. Espero ter mais oportunidade de poder ler textos tão interessantes.

    Parabéns.

  • GILBERTO ALVES RODRIGUES
    13 de janeiro de 2013 ás 18:03

    Parabéns pela matéria, e assim que vejo, o garimpo de profissionais em seu próprio ambiente descubrir, estimular, ensinar, oportunizas e consolidar. Vivemos uma realidade baseada em experimentos que não lograram êxito, quem tem, tem mais oportunidade. O capitalismo está mais evidente e real, somos um país de semi-analfabetos, quem só se preocupou em estudar, estão ditando as regras de qualificação o curso superior não é suficiente mais, agora tem que ter Pós, doutorado, mestrado ou MBA”s” em busca dos melhores salários e pouco comprometimento, só precisa o concorrente lhe oferecer mais. o melhor ainda e o Prata da Casa assim motiva toda a empresa em busca da melhoria continua.

  • Adriano Reis Vieira
    15 de janeiro de 2013 ás 18:47

    Sou muito a favor do aproveitamento interno, do “Prata da Casa”. É uma forma de incentivar toda a rede de colaboradores a ter vontade de crescer. Para isso é preciso que a Organização tenha foco nesse propósito e tenha Líderes, pessoas que sabem preparar pessoas, Gestores de Pessoas. Infelizmente a maioria das empresas prefere não mudar a estrutura e buscar profissional fora, mesmo tendo pessoa capacitada dentro do quadro. Isso desmobiliza a equipe e prejudica o rendimento.
    É preciso saber avaliar muito bem também se o bom candidato interno realmente é bom para a oportunidade aberta. Não é recomendável apenas promove-lo pelo tempo de casa, pois se ele não tem os requisitos necessários para ocupar a oportunidade em aberto a empresa acabará com um prejuízo maior, tendo que buscar profissional no mercado e até perdendo o que era bom no que fazia.

  • Marcineia Oliveira
    31 de janeiro de 2013 ás 10:29

    Obrigada a todos por seus comentários. O mercado de trabalho esta cada vez mais competitivo. O que falta é comprometimento.

  • William Teixeira da Silva
    9 de fevereiro de 2013 ás 11:55

    Realmente muito bom, mas posso dizer pelo menos com minha experiencia que é muito difícil encontrar companhias que enxergue seus funcionários dessa forma, vi recentemente uma postura inversa, profissionais extremamente capacitados com anos de contribuição à companhia e a visão da empresa é buscar profissionais fora com a visão de contratação de um profissional mais motivado “SANGUE NOVO”.

  • Frankc José de Andrade |Medeiros
    19 de fevereiro de 2013 ás 17:52

    Valorizar e incentivar a prata da casa, é motivá-los a trabalhar com mais dedicação e qualidade, zelando pelo patrimõnio da organização. Muitas empresas, porém, não fazem isso. Não dão oportunidades de crescimento para os seus e buscam os profissionais externamente. Muitos ainda não sabem, mas o bem maior de todas as organizações é o capital intelectual de seus colaboradores.

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