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“As 1001 Aventuras do Vendedor Bumerangue”

“As 1001 Aventuras do Vendedor Bumerangue”

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Ano: 1972

Local: Selva Amazônica

Onde: Recem construída BR 319

Motivo: Tentando voltar para casa depois de uma semana em Manaus

No meio do nada, em plena Selva Amazônica, com um motorista maluco…

“Em uma reta da estrada, à poucas horas de chegar em casa, percebemos que havia um animal sentado bem no meio da pista. Ficamos brincando, tentando adivinhar o que seria. “Um coelho, um cachorro, um gato”, iamos dizendo um para o outro, quando percebemos finalmente do que se tratava. Uma enorme onça pintada. Araújo que vinha a mais de cento e vinte km/hora, tentou desviar, mas  acabou desviando para o mesmo lado que a onça. O choque foi inevitável. O impácto fora tão grande que danificou a lataria do carro.

Quando olhei para trás, não vi nada, por isso deduzi que a onça pudesse estar presa sob o chassi do carro. E se estiver, fiquei pensando por alguns segundos. Ficamos sem saber o que fazer, pois o medo nos impedia de abrir a porta.  Só após alguns minutos, percebemos,  para piorar ainda mais  as coisas, que havíamos caido num pântano.                   

O carro continuava ligado e com o motor esguelando.                    Araújo, apavorado, não conseguia tirar o pé do acelerador. Ele  sempre fazia isso. Felizmente, a onça não estava em baixo do carro. Consegui cortar alguns galhos  de árvores, e os usamos como alavancas para tirar o carro do atoleiro. Após muito esforço, muita lama e suor, conseguimos pôr o carro de volta no asfalto.

Saímos do carro com um facão na mão, quer dizer, eu saí com um facão. Araújo ficou dentro do carro dizendo o que eu deveria fazer. Foi neste momento que ele  disse o seguinte, com o seu sotaque amazonense:

— “Fernando, não convém deixarmos o bicho morto aí, vá lá procurá-lo e vamos levá-lo conosco.”(ele queria a pele)

 Eu quase fiz xixi nas calças nesta hora, mas contive-me, afinal, não desejava  dar uma de menino da cidade. Porém, a mera possibilidade de dar de cara com uma onça me apavorava. Comecei a lembrar-me dos rugidos que ouvia durante a noite, na minha viagema anterior.

— “Têm certeza que precisamos fazer isso?”- Perguntei, com a voz ainda meia emgasgada.

Com um facão na mão direita e uma lança improvisada na outra, entrei na mata para procurar o cadáver.(bém, eu orava a Deus que a encontrasse mortinha e coma a língua para fora) Procurava, desejando numa outra opção, que esta onça já estivesse bem longe. Ao mesmo tempo,  ficava me questionando, porque estas coisas só acontecem comigo. Porque sempre me deixava me convencer pelo apelos do Senhor Araújo.

De repente, ouvi um baraulho estranho, parecendo o ofegar de um animal. Cheguei com cuidado, e pude vê-la bem de pertinho. Era um animal de porte muito elegante, enorme, lindo. Ela estava sentada, assustada e olhando para todos os lados.  Ali percebi, porque sua mordida é  a mais destruidora entre os animais selvagens. Ela tinha uma bôca enorme!”

Essa foi apenas uma das minhas aventuras, quando tive o grande privilégio de viver no Amazonas por quase quatro anos. Se desejar ler o restante, entre em contato e receba “1001 Aventuras do Vendedor Bumerangue”. O livro fala de vendas e liderança, misturando minhas aventuras no Amazonas.

Grande abraço a todos,

Fernando Fernandes

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