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Devemos nos renovar de tempos em tempos como a águia?

Devemos nos renovar de tempos em tempos como a águia?

Hello (olá) meus amigos (as), já não era sem tempo de voltar aos assuntos que nos levam a reflexão, e principalmente a constatação da verdade em meio a muitas “verdades”. Um dia desses, um profissional veiculou texto propondo discussão sobre o tema “Sobram vagas, faltam talentos”. Em meio a muitas opiniões e pontos de vista dos leitores, muitos desses tomados pela emoção da falta de vagas ou da oportunidade de mostrar seus talentos e especialidades, venho abordar o assunto de maneira imparcial, pensando quando devemos se aperceber o momento de agir como fazem as águias, “trocar as penas e o bico de tempos em tempos”, o que as torna revigoradas e prontas para alçar novos e altos voos.

 

Mas, retomando o assunto proposto – “Sobram vagas, faltam talentos”, creio que a espinha dorsal desse tema está intimamente ligado à EDUCAÇÃO, ou a falta dela, como nosso sistema educacional está formatado em relação a outros países e culturas.  Para isso pincei alguns itens interessantes ao entendimento.  Quero dar enfoque técnico e não político ao lembrar que em dezembro de 2012, um Projeto do SAE (Secretaria de Assuntos Estratégicos da  Presidência da República) fomentava a proposta de que a partir de março de 2013 , implementar-se-ia uma série de medidas para entrada de mão de obra estrangeira no Brasil e previa o  fim da exigência de contrato de trabalho para concessão de visto;  profissionais altamente qualificados com doutorado,  por exemplo em Harvard, poderiam emigrar e prospectar  trabalho em nosso país;   também previa a permissão aos estudantes de universidades conceituadas no exterior fazer estágio de férias em empresa brasileira (ocupando as melhores funções).

 

 Muitos de vocês, devem estar coçando a cabeça ou com a mão na testa recorrendo a frase “As oportunidades nunca são perdidas, alguém vai aproveitar as que você perdeu” (Willian Shakespeare). Imaginem amigos (as) que um dos maiores educadores do mundo proporcionou aos jovens de seu país, através de um modelo e plano educacional focado na excelência, sem renúncia dos seus talentos internos ao afirmar – “A chave para a sociedade próspera, está na educação. A educação é a construtora da paz, a arte que enriquece a mente e lapida o caráter humano” (Ikeda, Daisaku) SGI Presidente Universidade/Japão. Concluí que as políticas públicas nessa área para a educação brasileira caminham para frente, mas a passos tão lentos que fica difícil distinguir se, ela, constrói o futuro ou eterniza o passado (não me lembro o autor desta frase).

 

Diuturnamente vivemos nas organizações, nos treinamentos de RH que a política é formar, dar oportunidades e permitir a capacidade de pensar das pessoas/colaboradores, criar e inovar. Por outro lado, houve um esforço nessa área da educação quanto a cultura da inovação presente no Programa Federal de Ciência sem Fronteiras, que promove o intercâmbio na graduação e pós-graduação nas áreas da ciência e tecnologia da inovação e competitividade.

 

Acredito que hoje devem beirar a casa de 100 mil bolsas, a questão que sobram perto de 40% dessas por falta de conclusão ou interesse. Segundo dados recentes da Organização para Cooperação do Desenvolvimento Econômico (entidade internacional), dos 68,2% dos alunos que completam às universidades ou programa avançado de pesquisa, ganham 2 vezes mais. Sabe quais os reflexos dos baixos níveis de educação ao longo do tempo, e talvez imperceptíveis? Vejamos dados recentes da nossa Balança Comercial e Exportações – Produtos Manufaturados (alto valor agregado) produzidos:  China 90%, Índia 70% e o Brasil 35%  –  COMMODITIES (matérias primas): China 10%, Índia 30% e o Brasil 65%.  A mão de obra de alta competência consegue agregar valor, mais empregos, mais impostos e mais desenvolvimento (fonte: Folha de São Paulo). Outro exemplo que chama atenção é em relação as PATENTES – dados internacionais de 2011 mostraram que a Coréia do Sul patenteou 10.447 itens, Israel 1.472 e o Brasil 572. A empresa norte-americana Apple, patenteou em todo o mundo mais do que o Brasil. Trocando em miúdos, a preparação educacional, a atualização através de novas tecnologias, MBA’s, um segundo ou terceiro idioma são obrigação, geradoras da inovação e da criatividade, é como andar de bicicleta, se parar de pedalar cai.   

 

Quem de nós, em todas as áreas e segmentos precisa urgente “trocar as penas e bico já”, como fazem as águias?  Antes de responder a pergunta, “Sobram vagas, faltam talentos”, independente da qualidade dos processos seletivos, dos desabafos sobre gestores do RH, e dos que indicam (QI)? Pense.

 

Grande abraço a todos (as)

Roberto Botelho

 

 

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