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Falência nas pequenas empresas – por que?

Falência nas pequenas empresas – por que?

"É o esforço constante e determinado que quebra todas as resistências e varre todos os obstáculos".

– por Claude Bristol

 


Após tomar conhecimento da matéria divulgada na Record News, sobre a morte das empresas antes de completar os três anos de existência, decidi dar meu pitaco sobre o assunto.
Primeiro gostaria de falar sobre a importância das pequenas e médias empresas para economia do país. Segundo dados fornecidos pelo IBGE e pelo SEBRAE, elas são responsáveis por mais da metade do PIB brasileiro. São responsáveis por mais de 68% da empregabilidade, e isso, sem levar em conta as micro empresas. Com elas, esses números são bem mais expressivos. Quer dizer, as PME’s são fundamentais para o crescimento e renda das famílias. Por isso, nada mais justo estarmos preocupados com o alto índice de falência nesse segmento. Conversando com especialistas do SEBRAE e empresários maus sucedidos, cheguei às seguintes conclusões quanto às razões para a morte prematura das empresas.

PROBLEMAS FAMILIARES


Se você contratou parente, poderá ter que pagar um alto preço por essa decisão. Normalmente, os parentes são contratados, não por seus currículos, e sim por causa do DNA. Claro que há exceções, mas, quase sempre, deixar que os parentes assumam cargos de liderança, tem causado grandes estragos em jovens empresas. Quanto maior o parentesco com o empreendedor, mais problemático se torna o relacionamento. Isso tem causado tensão, perda de fôlego e desânimo entre os liderados. Às vezes, a empresa fica parecendo “casa de mãe Joana”, onde todos tentam dançar o “samba do crioulo doido”. Lembre-se de uma máxima: “nunca contrate alguém que você não possa demitir”.

GESTÃO


Muitos empreendedores são de fato fantásticos, quando o assunto é criar um negócio promissor. O problema é que muitos empreendedores não são líderes, e tão pouco bons gestores. O caldo engrossa, quando eles acreditam que tudo podem. Não delegam, não acreditam em ninguém; profissionalizar a empresa é uma palavra terminantemente proibida dentro da empresa. Isso causa confusão, apatia e não comprometimento por parte dos funcionários. Esses sentimentos são como um poderoso vírus que tudo contamina e ameaça a existência do seu hospedeiro.

RECURSOS


Segundo Philip Kotler, não há sonho que resista a ausência de recursos. Com raríssimas exceções, uma boa ideia não é garantia de sucesso; é preciso que haja capital. Quantos sonhos morreram de forma prematura por falta de recursos. Também, por outro lado, a gestão dos recursos é fundamental para a perenidade. O que estou querendo dizer é o seguinte: não podemos simplesmente culpar os altos juros, a falta de crédito pelo fracasso das empresas. Na verdade é um conjunto de fatores que levam ao caos.

LIDERANÇA

Quando os irmãos McDonald’s não sabiam mais o que fazer para fazer com que suas três lojas decolassem, Ray Croc surgiu com a solução – liderança. Esse é um dos problemas das pequenas empresas – ausência de liderança. Não basta ser um bom gestor ou empreendedor. É imperativo que haja um bom líder. É preciso que haja um bom comandante que saiba aonde se quer chegar e quando isso acontecerá. Lembrem-se, liderança não é genética.

Um abraço a todos e até o próximo artigo

Fernando Fernandes

 

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12 Comentários
  • Julio João Pereira
    3 de setembro de 2012 ás 16:47

    Concordo com seu ponto de vista. O Tema é relevante e admito que deva ser mais e mais discutido e debatido. Sugiro que você leve ao ar um debate sobre esse tema, me encarrego de divulgar o dia do programa. Há que se discutir mais e provocar nas pessoas um desejo de conhecer melhor as causas que levam tantos empreendedores a desistir de novas conquistas e com isso contribuir com sua criatividade na construção de empresas de sucesso. Parabéns por seu comentário.

  • geraldo gomes
    4 de setembro de 2012 ás 15:06

    Fernando, essa é a minha area de atuação e vc foi exatamente na ferida. Quero apenas agora, gerar algumas observações.
    1-Normalmente as pessoas mais sucedidas no mundo, dividem 33,33% do seu tempo para observar, falar e ouvir, cada um de per si;
    2-A desgraçada da vaidade, que permeia muita gente boa. Ninguem quer saber a história dos vencedores. Será que Stos. Dumont para colocar o avião lá em cima, não quebrou um braço, uma perna? E Senna para ser o “As” na chuva, quantos anos treinou a fio para ser chamado o “rei da chuva”? Zico, fazia seus gols de falta que, todos os amantes do futebol admiravam, mas ninguem pergunta quantas horas, após o treinamento,no escuro, da gávea, ficava treinando como bater na bola.
    A verdade, em tese, que chegar é certamente fácil, agora, se manter no apogeu, é muito mais dificil!
    Espero ter colaborado

  • Valdir Ribeiro
    7 de setembro de 2012 ás 20:15

    Excelente artigo, Fernando Fernandes.

    Parece ter sido feito para mim.

    Sou ainda uma das vítimas e ainda estou pagando caro.

    Consegui chegar financeiramente à Periferia do Céu, mas administrativamente ao Inferno!

    Aprendi, creio, como o gato escaldado…

    Peço a Deus uma nova oportunidade!

    Um forte abraço e sucesso!

  • wilson dreux
    14 de setembro de 2012 ás 17:52

    A gestão familiar,infelizmente, 90% sucumbe em erros de gestão e falta de profissionalismo tenho exemplo “vivo” desta realidade!!!

  • wilson dreux
    14 de setembro de 2012 ás 17:53

    A gestão familiar,infelizmente, 90% sucumbe em erros de gestão e falta de profissionalismo tenho exemplo “vivo” desta realidade!!!

  • Adinaldo Almeida Diniz
    5 de maio de 2013 ás 02:33

    Concordo também. Os problemas são profundos. Veja, no caso das contratações familiares, isso não é uma questão de escolha do pequeno empreendimento: ele tem familiares envolvidos justamente porque no início nenhum deles recebiam seus direitos empregatícios para baratear os custos do negócio. Não tem como pular essa fase: todas as grandes empresas que um dia começaram eram familiares e depois que se profissionalizaram. Então o problema não é o familiar. O problema mesmo passa por três esferas complexas: gestão de sistemas de informação, gestão financeira e tributária e gestão administrativa. O problema todo está aí: grandes e médias empresas tem condições de manter seu core business e terceirar tudo, mas como um pequeno negócio, que vive exclusivamente das receitas de curto prazo pode investir em tecnologia e afastar seu corpo de execução multitarefas opara se especializar em uma só área. Os negócios falem e vão continuar falindo por causa dessa estrutura muita pesada que impossibilita as pequenas de caminharem: só as ações financeiras diárias, lançamentos, controles de caixa, demonstrativos financeiros, consome 30% do mês da empresa, ou seja, quase 1/3 do tempo o funcionário está trabalhando para o governo, e não para o negócio.
    Continuo frisando que a melhor saída para pequenos empreendimentos são as EMPRESAS JUNIORES que existem nas melhores faculdades do país: a um custo muito acessível você tem gente muito capaz assessorando sua empresa e, acabará sendo nelas que suas chances de obter profissionais qualificados e entendidos do negócio se tornará real.

  • Frankc José de Andrade |Medeiros
    22 de outubro de 2013 ás 11:00

    No mundo globalizado quase que 100%, as macro, micro, pequenas, médias e grandes organizações não podem mais cultivar:
    A centralização de informações, a falta de informações constantes dos clientes externos ou consumidores finais, a falta de investimento nos capitais intelectuais de seus colaboradores e, principalmente, a falta de motivação a todos que fazem parte de suas equipes administrativas e produtivas. As gestões devem ser abertas e os gestores devem procurar ser líderes, antes de gerentes.

  • Cleber Lopes de Oliveira
    22 de outubro de 2013 ás 18:06

    Ao ler o seu artigo foi passando um filme, na verdade um longa metragem de 10 anos, onde fui o ator principal deste filme, com final dramático ,e ganhando o Oscar de pior roteiro, pois o caminho percorrido foi muito doloroso, mas superável pois estou aqui hoje, podendo comentar este filme.
    Apesar de transcorrido tantos anos, o tema continua atual, e, é importante que esclareça aos jovens empreendedores sobre estes PERIGOS DO EMPREENDIMENTO.
    Parabéns pela matéria.

  • Cid Garozzi
    24 de outubro de 2013 ás 13:54

    Fernando, parabéns!! bem colocadas as suas palavras. É a realidade que encontramos por ai e nem sempre apenas em PME´s.

  • ROberto Carlos Marchesoni
    23 de junho de 2014 ás 13:45

    Concordo em muito com o texto, vejo que na mioria dos casos de falencia, começa na abertura da empresa.
    Muitos querem abrir um negócio, não sabem o que e só sabem que não querem mais picar cartão e que a vida de empresario e só alegria, sem compromissos.
    Muitos abrem a empresa e correm a concessionaria comprar um carro zero em 60 pagamentos, os juros não importa.
    O preço para vender: fazem um pouco menor do que do concorrente e pronto.
    Defendo que antes da abertura de uma empresa seja preciso alguns cursos como: financeiro, administrativo, relacionamento com clientes e um projeto definido sobre a empresa a ser aberta.

  • ademir
    27 de outubro de 2014 ás 17:08

    Fernando, acredito que uma grande parte do fracasso de ser empresário empreendedor no brasil, além dos fatores que você pontuou, é a falta de conhecimento no tocante a impostos, muitos abrem uma empresa porem não tem um contador capaz de fornecer informações adequadas da quantidade de impostos e %s que tem que recolher durante o ciclo de vida da mesma, este fato descapitaliza, e contribui muito para a falência. sem contar que na temos no Brasil nenhum apoio do governo em prol do negocio. o governo é o maior sócio que so gfaz retiradas.

  • geraldo gomes
    2 de março de 2016 ás 10:20

    Fernando, “matou a pau”!No momento, estou exatamente fazendo uma consultoria e, pareçe até que vc trabalha na mesa ao meu lado. Que os governos, sócios majoritários, sao ruins, isso ninguem duvida mas, o dever da casa, vc mostra nesse artigo. Parabens!

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