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Feitas para vencer

Feitas para vencer

O Terremoto de 1755 em Lisboa foi a maior catástrofe até então registrada. Dezenas de milhares de vidas foram ceifadas. A cidade foi quase totalmente destruída. O que o terremoto não conseguiu destruir, o Tsunami que aconteceu logo a seguir, cumpriu esse papel. Em poucas horas, a cidade de aproximadamente trezentos mil habitantes, quase havia desaparecido.Isso tudo aconteceu numa época em que não havia cães farejadores treinados, retroescavadeira ou mesmo eletrecidade.


Vale a pena registrar que foi depois desse incidente que nasceu a sismologia. Foi um dos sismos mais mortíferos da História, marcando o que alguns historiadores chamam a pré-história da Europa Moderna. Os geólogos modernos estimam que o sismo de 1755 atingiu a magnitude 9 a 10 na escala de Richter.

Conta a história que o então Marquês de Pombal, quando questionado sobre o que fazer, disse as seguintes e célebres palavras: "Enterram-se os mortos e cuidam-se dos vivos". Na verdade o que ele fez foi dar o "tom". A cidade precisava agir e rápido. O que o Marquês, na verdade disse às pessoas, era que elas precisavam de FOCO. Numa catástrofe, as pessoas tendem a ficar desorientas e não sabem a quem recorrer. É preciso que haja alguém com lucidez e tranquilidade para conduzí-las. Na história contemporânea, vimos algo semelhante no fatídico 11 de Setembro. O prefeito de Nova York Rudolf Giuliani também soube dar o "tom".


Passados quase um ano da catástrofe de Lisboa, os historiadores comentam que já não havia vestígios do grande terremoto, o que para a época, foi sem dúvida, um grande feito. Podemos afirmar que o foco aliado à DISCIPLINA foram os grandes responsáveis pelo sucesso da recuperação, tanto da cidade de Lisboa como de Nova York. Foco sem disciplina é comparado a um grande Polvo usando patins. Enfim, a história está cheia de lições poderosas para os mais atentos.


Aplicando tudo isso ao mundo corporativo, o foco e a disciplina são responsáveis por levar qualquer empresa ou profissional ao sucesso. Infelizmente, tenho visto que muitas empresas ainda trabalham no "tom" da música do Zeca pagodinho – "deixa a vida me levar". Seus gestores atuam como líderes bombeiros, apagando incêndios aqui e acolá. Em alguns casos, o "caixa" positivo funciona como uma breve cegueira. Afinal, o dinheiro está entrando, que mal pode acontecer.

Do mesmo modo que um Terremoto acontece de forma imprevisível, o vento favorável da economia ou dos negócios pode mudar de forma repentina. Basta nos lembrarmos do que aconteceu em 2008.


Quando isso acontece, empresas que trabalharam na base do improviso, quase sempre desaparecem. Foco, disciplina e estratégia. Está formado o maior e mais poderoso axioma do sucesso. Assim como a estratégia implementada nas cidades de Lisboa e Nova York salvou vidas, hoje, da mesma forma, pode transformar empresas medíocres em empresas de sucesso. É isso que comenta várias vezes Jim Collins em seu livro "Empresas feitas para vencer" – Editora Campos, 2008.
Foi assim que empresas como Apple, Casas Bahia, Grupo Pão de Açúcar, Microsoft, Google, tornaram-se empresas longevas e admiráveis.

"A longevidade não é uma questão de opção, é uma questão de decisão"- Fernando Fernandes

Grande abraço a todos,

Fernando Fernandes
 

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3 Comentários
  • Rosa Maria A.B.Souza
    4 de dezembro de 2012 ás 16:20

    Parabéns pela sua comparação das empresas atuais com os ocorridos em outros países, foi muito proveitoso ler sua palavras e poder tecer uma comparação entre o antigo com o atual, realmente se os líderes principalmente os governamentais pensassem dessa maneira garanto que não haveria tantos golpes no dinheiro público como também nossa saúde e educação não estariam no patamar em que se encontram, parabéns novamente foi um prazer.

  • Eduardo Buys
    4 de dezembro de 2012 ás 22:23

    Que ótimo artigo, Fernando e boa indicação. Admiro o Jim Collins desde seu extraordinário livro Feitas para Durar, escrito em parceria com Jeremy Porras.
    Vou compartilhar suas ideias, multiplicando sua generosidade em dividí-las conosco.
    Saudações,
    @edubuys

  • Paulo César Heliodoro de Menezes
    3 de julho de 2014 ás 18:12

    Parabéns pelo estudo de caso, pois são ensinamentos para levar para a vida toda.

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