E-mail: cases@programacases.com.br
Siga-nos:
Topo

Geração Rolezinho

Geração Rolezinho

silicio

Os Estados Unidos tem o Vale do Silício em compensação nós temos a Geração Rolezinho.

Tive o desprazer de assistir a reportagem do Fantástico sobre a origem do Rolezinho e sobre as pessoas por trás do movimento. Pude entender que são os jovens da Classe C que cultuam o consumismo. No entanto, o que me deixou mais abismado foi ver os pais desses jovens, quando entrevistados, dando total apoio ao consumismo barato e fútil. Um dos pais interrogados sobre o que sentia em poder comprar para o filho roupas de “marca”, disse que sentia orgulhoso.

É triste constatar que vem aí uma geração sem objetivos definidos e com muito pouca coisa na cabeça. Para eles, o legal é ser “famosinho”, ganhar presentes de suas fãs e serem assediados. Um dos pais fez questão de dizer que embora o filho trabalhasse, não precisava ajudar em casa. Estava autorizado a gastar todo seu salário com os objetos de seu “santuário”.
Gente, pera ai. Onde vamos parar com esse tipo de conceito e educação? O resultado, pelo menos até o momento, jovens que falam um português cheio de erros, embora estejam na escola. Jovens sem ambição e sem nenhum idealismo. Para eles, o que importa é o “agora”.

Não estou dizendo que consumir é errado. Mas, não pode ser apenas isso. Por que os pais ao comprarem uma roupa de “marca”, também não compram um livro “da hora”. Por que os pais não fazem com seus filhos, um “rolezinho numa livraria”?

Que contraste com histórias de outros jovens da Classe C, como a de Marco Gomes da Boo-Box. Com 12 anos, mas muita determinação, já ganhava dinheiro com seu trabalho de programador. Ainda jovem, conseguiu viajar para o Vale do Silício com o objetivo de melhorar seus conhecimentos. O resultado? Hoje aos vinte e poucos anos é proprietário de uma das empresas brasileiras de tecnologia de publicidade e mídias sociais mais promissoras do mundo.

Sei que estou escrevendo para o vento e que as coisas vão continuar como estão. No entanto, não podemos nos calar e aceitar passivamente.

Grande abraço a todos,
Fernando Fernandes

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Sem comentários
  • zé sobrinho
    21 de janeiro de 2014 ás 03:22

    mesmo sem causar muvuca, role, rolezinho já era criminalizado faz tempo….http://www.youtube.com/watch?v=0M9ZpYy0l8Y
    13% da massa nos morros cariocas são classe A e B e não C. No Brasil este indice não chega 5%. estava passando batido….
    ai proibiram os movimentos naturais destes locais (agora não restrito a cor) ….o funk. na rua em SP, nos morros no RJ..
    pra onde os caras vão???
    criminalização é coisa importada e vc citou a fonte. seja no caso das drogas, agora em movimento contrario, e tem no TTHHCC seu principal porta voz.
    na contramão estão criminalizando os movimentos sociais, primeiro proibindo….isso é iniciativa local, não federal….depois reprimindo. bom para o orçamento de repreensão da ditamole….

  • curtidas instagram
    23 de março de 2014 ás 17:44

    excelente post !

  • automatic likes instagram
    23 de março de 2014 ás 17:45

    Muito bom o post vou sempre visitar seu blog !!

Total
0