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Investir na China

Investir na China

Com a chegada de 2013 já devemos ter claro as oportunidades para sua empresa nesse novo ano. Hoje vamos comentar sobre as oportunidades na China, que deve retomar a normalidade em sua rota de desenvolvimento.

ECONOMIA: O crescimento na Ásia em 2012 foi puxado pelos países periféricos e terminou o ano com um bom cenário se comparado ao começo de 2012. A China desde Outubro vem se recuperando e esperamos bons números do crescimento chinês, onde o governo sinaliza um 2013 com expansão de crédito e controle na legislação para evitar taxas de endividamento muito altas de sua população. Uma notícia boa é que a Bolsa do Japão fechou o ano em seu maior nível desde Março de 2011 muito por causa da desvalorização do iene frente ao Dólar, que também ajudou na exportação de empresas Japonesas como a Honda, que subiu 1,6% e Mitsubishi Motors avançou 6,2%, dando claros sinais de que o Governo Japonês fará de tudo para desvalorizar o iene para dar fôlego a economia.

NEGÓCIOS: Mesmo com um maior controle sobre os empréstimos, a população da China ainda terá uma enormidade de dinheiro disponível para consumo, e por falar na compra de produtos importados, esse consumo vem se caracterizando cada dia mais pela opção de produtos feitos em países emergentes, e não mais de países desenvolvidos para os emergentes o que era a regra até pouco tempo atrás. Isso muito se deve ao fato da cultura dos países emergentes ter se tornando mais atrativa e fez com que ela saltasse aos olhos dos consumidores nesses mercados, isso abre uma janela muito grande para MARCAS brasileiras bem estabelecidas e que se souberem expor o estilo brasileiro ou a brasilidade em seus produtos, tem tudo para conseguir bons negócios na China. E isso também vale para outros mercados emergentes como Turquia, Índia, África do Sul e Rússia. A prova de que esse comércio é extremamente significante é que em 2013 é previsto que pela primeira vez na história o PIB dos países emergentes supere o dos países desenvolvidos, estima-se que os valores sejam de USD 44.1 trilhão versus USD 42.7 trilhão para os desenvolvidos (Source: FMI, Outubro 2012).

ESTRATÉGIA: Se sua empresa quer começar a atuar no comércio exterior ou aumentar sua participação nesse setor, você deve utilizar ao máximo o apoio das entidades de incentivo à exportação, SEBRAE, Federações de indústria, APEX Brasil, que têm programas e ações específicas e focadas em mercados estratégicos, além de contarem com muita informação de mercado. A Apex tem um centro de distribuição em Pequim na China com escritórios de apoio e podem ser utilizados por quem deseja criar uma base local e ainda não dispõe de um capital específico para esse fim, basta você ser filiado a uma associação de representativa de classe e se qualificar para os programas da APEX.

Quando se fala em distribuição de produtos na China, sempre se fala e volumes consideráveis, então contar com um parceiro nesse nível pode ser muito interessante. Participe de feiras e eventos do setor de sua empresa, gaste a sola do sapato visitando potenciais clientes e conhecendo seus concorrentes por lá. Por conta da competição na China ser muito forte, pois todos querem uma fatia desse mercadão, você vai ter que ser agressivo o suficiente mas sem desrespeitar as tradições locais. Capacite um líder para o mercado que seja capaz de entender as necessidades do mercado em relação aos seus produtos e que também conheça o perfil de negociador dos executivos chineses e dê a ele o poder de tomar as decisões sobre esse mercado, pois o “Empowerment” na China é fundamental.

Um grande abraço a todos.
Rafael Borim

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