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Longevidade não é uma questão de opção, é uma questão de decisão

Longevidade não é uma questão de opção, é uma questão de decisão

“Grandes líderes não usam as pessoas para que possam vencer. Eles lideram pessoas para que todos possam vencer juntos.” — J. C. Maxwell

 

Estive presente na palestra realizada pelo Presidente da TOTVS, Senhor Laércio Cosentino, a fim de ouvir sobre “como transformar uma empresa, em uma empresa vencedora”. Confesso que fiquei muito surpreso. Não esperava que além de um líder brilhante, fosse um excelente orador. Falou sem jargões ou linguagem técnica. De modo simples e inteligente, abordou a estratégia que vem usando para transformar a TOTVS numa empresa admirável.

 

As questões abordadas  deixaram  claro que as empresas precisam estar preocupadas com a inovação. Não inovar por inovar, mas inovar pensando no cliente. O cliente precisa perceber que existe “valor” naquilo que está adquirindo. A inovação deve atingir as necessidades do cliente, e não apenas da empresa.

 

Outro assunto comentado, foi a importância da “credibilidade”. Se os clientes confiarem em sua empresa, haverá boa chance de concretizar algum negócio. Se inovamos, mas não deixamos claro na mente do cliente que somos uma empresa credível, tudo ficará mais difícil.

É preciso agir e rápido. Não adianta ficar postergando decisões. Amanhã poderá ser tarde demais. A execução é uma tarefa inerente aos líderes.

 

Cultura

 

Absorver a cultura é vital para um trabalho em equipe de excelência. A cultura é como o DNA. Nele estão instaladas a visão e a missão da empresa. Se os funcionários não compram a visão e missão, a empresa segue, porém sem alma. Jim Collins comentou isso diversas vezes. Ter as pessoas certas no barco certo. Esse é o segredo. Se as pessoas não contribuem mais como deveriam, deixem que elas sigam outros caminhos. Não há nada de errado em devolvê-las ao mercado, disse o Senhor Láercio Cosentino. Seja justo e coerente nesse momento.

 

Manter os bons

 

Finalmente foi abordada a questão da dificuldade de contratação, devido ao apagão de mão de obra. Para conservar as estrelas, não adianta fazer apenas o básico. Pague salários justos. Principalmente, deixe que os colaboradores, ou “participantes”, como ele gosta de chamar, façam parte do processo. Crie ferramentas para que os funcionários participem. Ouça, aplique e recompense as boas ideias. Liderar através das pessoas é a chave para o sucesso de qualquer empresa. Se tudo está muito parecido, são as pessoas que farão a diferença. São elas as responsáveis pela decisão do cliente em comprar com você.

 

É preciso ser grande como um elefante, mas, ágeis como o leopardo. Lembre-se que se você teve uma boa ideia, pode ter certeza que quatro ou cinco chineses também já tiveram”.

 

 

Grande abraço a todos e até o próximo artigo.

 

 

 

Fernando Fernandes

 

 

 

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7 Comentários
  • Zé Sobrinho
    30 de maio de 2013 ás 00:10

    Excelente artigo e tema quente!

    Impossivel abordar longevidade sem lembrar de Drucker no fim do seculo passado.

    Nos últimos 50 anos, a propriedade mudou de mãos em todos os países desenvolvidos. Começamos
    agora a ver as mudanças de poder resultantes desse movimento.
    Duas ocorrências, a emergência da classe média afluente (não rica) executando trabalhos não manuais
    e o aumento da expectativa de vida, levaram à criação de instituições como os fundos de pensão e os
    fundos mútuos. Existem hoje ?donos? legais de propriedades fundamentais de uma sociedade moderna e
    desenvolvida, as empresas de capital aberto.

    Esse fenômeno começou nos EUA. Em resultado, as instituições que representam os futuros
    pensionistas têm, agora, no mínimo 40% de todas as corporações norte americanas com ações em bolsa e
    mais de 60% das grandes empresas.
    O controle dos negócios britânicos é semelhante, assim como na Alemanha, na França e no Japão.
    Até agora, não tem prevalecido a teoria de que as empresas devam ser direcionadas para o atendimento
    dos interesses dos acionistas.

    Nos EUA, desde o final da década de 20, o teorema que prevalece é o de que a empresa deve equilibrar
    interesses de clientes, funcionários, acionistas e assim por diante.
    A Inglaterra seguiu mais ou menos o mesmo caminho. No Japão, na Alemanha e na Escandinávia, as
    grandes empresas ainda são vistas como instituições cujo objetivo principal é criar e manter a harmonia
    social. O que significa, na realidade, que são administradas para atender aos interesses dos trabalhadores.
    Esses pontos de vista tradicionais são hoje obsoletos. A máxima norte americana (recente) de que as
    empresas devem ser administradas tendo em vista os interesses de curto prazo do acionista também não é A futura segurança econômica de um número cada vez maior de pessoas depende dos investimentos econômicos – US$ 28.38 trilhõe no Q1 2012 – seja, de sua renda como proprietários. A definição de ?desempenho? como o que mais beneficia os acionistas não desaparecerá. Mas o que os acionistas precisam não são ganhos imediatos ?na forma de lucros ou preços de ações? e sim retorno econômico em 20 ou 30 anos. Ao mesmo tempo, as empresas precisarão ter, cada vez mais, um desempenho capaz de atrair e manter os trabalhadores do conhecimento e de torná-los produtivos.

    O funcionário, em nome de quem a empresa é administrada, será cada vez menos importante assim
    como a ênfase sobre a ?harmonia social? como objetivo de desempenho de uma empresa. Teremos de
    estabelecer novas definições de desempenho e aprender a contrabalançar objetivos de curto prazo. Mesmo
    em termos puramente financeiros, estamos diante de algo novo: a necessidade de uma empresa sobreviver
    por 30 ou 40 anos até que seus investidores atinjam a idade da aposentadoria.

    Esse é um grande objetivo, até agora um tanto utópico. A vida média de uma empresa, ao menos como
    organização de sucesso, nunca ultrapassou 30 anos. Teremos de desenvolver novas formas de
    mensuração, e assim por diante. Porém, ao mesmo tempo, o desempenho terá de ser definido de forma
    não financeira, para que tenha significado para os trabalhadores do conhecimento e para que seja capaz de
    gerar um ?compromisso? da parte deles.Esse é um retorno não financeiro de valor. Assim, a estratégia terá, cada vez mais, de ser baseada em novas definições de desempenho.

  • Lilian Souza
    31 de maio de 2013 ás 19:29

    Agradeço mas uma vez por tão excelente artigo!!

  • Camila Silva
    3 de junho de 2013 ás 18:02

    Os sábios propagam sua sabedoria e dominam com sua razão, os fracos acreditam ser grandes e vivem uma vaga riqueza, onde se tem uma vida fútil e soberba…

  • wilson dreux
    31 de julho de 2013 ás 22:58

    Excelente em todos os aspectos, principalmente o tópico “manter os bons”, que infelizmente o mercado não tem muito claro esta mentalidade. parabens

  • Alex Martins
    25 de outubro de 2013 ás 15:04

    Muito bom.

  • Augusto Barbosa Lima
    8 de abril de 2014 ás 16:36

    Fernando, parabéns pelo material: curto, simples e valioso.
    Quero publicá-lo no face book; corrija esta frase: “Não a nada de errado em devolvê-las ao mercado.” De não a nada para não há nada. Perdoe a intromissão. Abraços.

  • Maury Barros
    17 de abril de 2014 ás 09:12

    Excelente artigo Fernando! Inovação nos serviços e produtos são fundamentais para manter a preferência do cliente. Afinal, o foco hoje esta no cliente.
    A reputação da empresa precisa acompanhar as inovações. Para tanto, precisamos de colaboradores engajados e como você disse, com a cultura,valores e compromisso com empresa no qual trabalha.
    Hoje é muito complicado conseguir ótimos profissionais no mercado. Por isso, devemos valorizar nossos funcionários que se destacam e que fazem a diferença na empresa. Com isso, motivamos e comprometemos ainda mais os mesmos para atingir os objetivos organizacionais.

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