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Mudanças a vista? Dificilmente

Mudanças a vista? Dificilmente

Mudanças a vista? Dificilmente.

O ano de 2013 caminha para sua reta final confirmando todas as tendências de PIB baixo e inflação alta, algo que vínhamos falando desde o início do ano. O causador dos problemas nesses dois indicadores tem a mesma origem, o excesso de gastos públicos (entre outros fatores). E falando em excesso de gastos públicos, tivemos um déficit de 432 milhões no mês de Agosto/13, sendo que o esperado era um superávit de 1 bi, pior resultado desde 2002 e nem precisamos dizer que é um dos principais fatores que geradores de inflação.

 

Como não há alteração alguma no sentido de conter gastos públicos ou na intenção de aumentar investimentos públicos na atualidade, dois fatores que se bem trabalhados poderiam alavancar o crescimento de nossa economia, o cenário que se mostra mais possível de acontecer para esse resto de 2013 e para 2014 (ano de eleição presidencial) é a continuidade do que estamos vivenciando hoje; crescimento baixo e inflação fora do centro da meta. Alterações para cima da taxa de juros (selic) na tentativa de conter a inflação, o que muito provavelmente não dará resultado, a não se que haja superávits constantes no saldo da conta corrente, em outras palavras, diminuição de gastos do governo.

 

A média no Governo Dilma de crescimento do PIB é de 2.1% (onde 4% seria o ideal) e a da inflação 6% (sendo que a meta é de 4%). De resto, temos a Selic de 9% (com tendência de alta), desemprego de 5.6% (baixo e estável), déficit em conta corrente a 3.6% do PIB (alto). É num cenário muito próximo a esse que a Presidente irá enfrentar o pleito em 2014.

 

Não há riscos de acontecer aqui o que hoje se tornou realidade nos EUA, onde os servidores públicos deixaram de receber seus salários e entraram em licença não remunerada por conta da não aprovação do orçamento federal. Muito menos há possibilidade de bolha no mercado imobiliário, como muito se tem comentado por ai, mesmo com os preços relativamente altos dos imóveis na atualidade. Nossa situação atual mais se parece com aquela azia chata que temos as vezes depois de comer besteiras em excesso. Mas há de se ter atenção, pois essa nossa “azia” está se tornando constante e estamos preocupados somente em acabar com o desconforto momentâneo, mas continuamos devorando tudo quanto é besteira que vemos pela frente, o que pode nos levar a ter problemas mais graves no futuro.

 

É fato que mudanças precisariam acontecer, e ainda daria tempo desse governo fazer algo nesse sentido e ainda levar os louros para o pleito do ano que vem. Mas as recentes pesquisas de intenção de voto para as eleições de 2014 que mostraram a recuperação de Dilma, que volta a ter expectativa de vitória no 1º turno, dão a entender que tudo continuará do jeito que está agora, ou seja, medidas só serão tomadas em casos de extrema urgência, como aconteceu nos protestos que tomaram as ruas esse ano.

Grande abraço,

Rafael Borim

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