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NA ERA DO CONHECIMENTO, O QUE SE ESPERA DOS GERENTES E LÍDERES?

NA ERA DO CONHECIMENTO, O QUE SE ESPERA DOS GERENTES E LÍDERES?

Prezados amigos (as), o fórum hoje propõe a interessante análise sobre a atuação gerencial, com relação ao fato de muitos gestores mesmo após anos de experiência, não delegarem responsabilidades, voltando-se quase que integralmente aos atributos técnicos muitas vezes inerentes a suas especialidades, portanto, perdendo o foco no todo.

Recordo de uma reunião na empresa a anos atrás, o diretor colocou a seguinte frase à vista e ao lado do seu microfone:

“Todos gerentes e líderes, devem alocar suficientemente os recursos disponíveis para produzir: espadas para a guerra e arados para a paz”.

Naquela época como um bom iniciante, percebi que ao término do evento, “os gestores”, saíram como que uma faca dentre os dentes, talvez a buscar algum resultado – atingir as metas finais ainda no domingo à custa de chibatadas na equipe e autoflagelo pessoal, trabalho de 12 horas por dia. Dito isso, para provocar discussão sobre o assunto, as habilidades conceituais exigidas dos gerentes na época e naquela empresa, independente da escala hierárquica, eram os “fazedores” e os mais valorizados, “jogavam” em todas as posições, importava “fazer gol” – atingir metas, catequizar equipes. Historicamente, essa cultura em algum momento deve ter contribuído para torná-los (na antiga escola organizacional), a habilidade de aplicar suas experiências técnicas e desempenhar as tarefas a curto prazo, desprezando a visão sistêmica do negócio, as habilidades de lidar com o grupo, e nem passaram perto de desenvolver estratégias de longo prazo (habilidades conceituais). E cometem o erro de achar que podem perder privilégios ao delegar tarefas e responsabilidades ao grupo (as equipes), por sentirem seus talentos ou sua hierarquia ameaçadas?

Tomando como base a tese, quero citar um exemplo real de que os diretores, gerentes de produtos e engenheiros, “líderes”, não se aterão a solucionar um complexo problema de longo prazo (a própria sobrevivência da empresa). Esse “case”, ao qual vivenciei como colaborador, ocorreu na década 80 na empresa Olivetti do Brasil (gigante das máquinas de escrever e calculadoras), que não se apercebeu, ou não se deu conta de que os produtos da IBM e Apple (computadores caseiros) estavam chegando. Gestores, preocupavam-se em atingir apenas os objetivos/metas comerciais, produção, distribuição, conclusão – sem inovar, repensar novos produtos, preparar equipe para as incertezas do mercado, foram engolidos pela concorrência e dentre tantos problemas financeiros, fecharam as portas. Outrora vivenciamos uma época que liderança era medida por socos na mesa, e por conseguinte desacerbado consumo de remédios para úlcera gástrica.

Atualmente as universidades e executivos empreendedores tem preparado bons profissionais que tornam-se gerentes aos 28, 30 anos, cientes de que vivemos num mercado mutante e global. Mais do que nunca esses talentos precisam aprender a conviver com os executivos sêniores (líderes acima dos 60 anos), num mesmo ambiente.  Por sua vez os profissionais de Recursos Humanos e Gestão de Pessoas devem motivar a ambos, através de incentivos e programas de integração que contemplem a empresa como um todo. Gerentes, tem que liderar o grupo, mas acima de tudo planejar o futuro, exigir co-responsabilidades dos seus liderados, agregar simpatizantes e modificar os resistentes (habilidades pessoais e liderança), além de responsabilizarem-se pelos resultados finais. Os processos devem ser monitorados e ajustados rumo aos resultados previstos, o que permite corrigir desvios. Muita racionalidade ao encarar possíveis impasses de percurso, na vida real nem tudo são flores. Além dos atributos e habilidades pertinentes, as lideranças devem preservar: objetividade, honestidade, flexibilidade, excelência na comunicação (inteligível e corrente), saber escrever e interpretar normas, textos, procedimentos, leitura corporal (nas entrelinhas), aguentar pressões e resistir ao estresse, valorizar pessoas e torná-las influenciadoras durante períodos de incertezas, ou situações adversas no ambiente (interno) da organização ou no mercado (externo).

Concluo, que cada gestor tem sua impressão digital impressa por suas habilidades, e não há receitas estanques, as habilidades com o tempo vão se depurando e tornam-se de diamante bruto à pedra preciosa, resultando no sucesso organizacional e pessoal. Aí sim, sobra tempo de planejar o futuro, inovar e permanecer no mercado.

Na era do conhecimento o “novo líder” OFERECE:  liderança, auto objetividade, pensamento analítico, comportamento flexível, domínio da comunicação oral e escrita, infundir confiança, resistência ao estresse, tolerância às incertezas e a retenção de talentos (preservação do capital intelectual).  Existem mais de 5 mil artigos sobre liderança. Mas em suma, atualmente EXIGE-SE:  que o líder tenha em mente que a gestão do conhecimento nada mais é que um conjunto de esforços ordenados e sistematizados, visando a criar novo conhecimento, difundi-lo na organização e incorporá-lo a produtos, serviços e sistemas, bem como a protegê-lo contra o uso indevido.  Deve segurar o leme, mas não empurrar o barco.

Para finalizar, creio que todo líder deveria, inclusive, manter em sua mesa de trabalho a seguinte frase do mestre: “Os resultados provém do aproveitamento das oportunidades e não da solução dos problemas. A solução de problemas só restaura a normalidade. As oportunidades significam explorar novos caminhos” (Peter Druker). Creio que ele queria dizer, inovem líderes, seu maior patrimônio são intangíveis, suas riquezas intelectuais.

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2 Comentários
  • angelosiqueira
    23 de setembro de 2013 ás 14:57

    Prezado Roberto ,
    Li com atençao e interesse seu artigo acima .Aprecie bastante ,o embate OLIVETE X IBM.Muitos outros sabemos existirame existem .Enfoco tambem sua acertividade no que tange os FAZEDORES e os atuais academicos EM SUA MODERNIDADE ATENTOS atudo ea todos.
    A interaçao com os potenciais sessentoes dara ou daria um excelente conteudo aser assimilado na cultura das empresas.
    Meu poto de vista ,por ego medo e vaidade,tudo isto sucumbe com os proprios SESSENTOES!
    Sou um setentao autonomo que vende desde sempre ,poia gestao a minha época consumia mesmo é a saude do homem .Imagino que hoje ainda ,mas Puchei a cordinha e saltei na primeira parada do Onibus.Sds Angelo siqueira vendedor desde sempre ativo autonomo aos 70 anos.

  • JEOSADAQUE DA SILVA DOS SANTOS
    12 de setembro de 2016 ás 16:23

    CONCORDO PLENAMENTE COM SEU ARTIGO, NA ERA DE HOJE É MUITO IMPORTANTE QUE OS GESTORES APRENDAM A DEIXAR DE SER CHEFES COM SUA LIDERANÇA AUTOCRÁTICA, ELES TEM QUE POLICIAR SEUS COMPORTAMENTOS PARA CONTINUAREM TENDO PARTICIPAÇÃO DE MERCADO, POIS NOS DIAS DE HOJE É MUITO IMPORTANTE QUE SEJAM LIDERES QUE CAMINHEM AO LADO DOS SEUS SUBORDINADOS INCENTIVANDO-OS A CRESCER, DELEGANDO TAREFAS E FAZENDO QUE QUE ELES CONTINUEM AO SEU LADO E ASSIM SE SINTAM PARTE DE DO PROCESSO.

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