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Na hora da contratação, vale mais o currículo – o resto é balela.

Na hora da contratação, vale mais o currículo – o resto é balela.

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Lendo esse artigo da Revista Exame, fiquei chocado com as afirmações dos pesquisadores. Um estudo realizado nos estados Unidos, só poderia ser lá mesmo, revela que as empresas preferem pessoas que se pareçam com seus entrevistadores, em vez de um bom currículo. O estudo fala de “simpatia” na hora da contratação. Ou seja, um candidato mais alegre e simpático, com um currículo ruim, é contratado. Enquanto um Profissional de alta perfomance, com excelente histórico curricular, mas que não gosta de bajulação, que não vai às festinhas na casa do chefe, fica de fora. Ah, fala sério. Afirmo com todas as letras que o resultado da pesquisa é uma grande mentira. É cascata das boas. As pessoas entrevistadas mentiram propositalmente para os pesquisadores.  O cúmulo ainda está por vir. Leiam o que disse o artigo: “Os entrevistados privilegiavam seus sentimentos de conforto, validação e empolgação mais do que a identificação de candidatos com habilidades cognitivas e técnicas superiores”. Em outros termos, “em vários aspectos, eles recrutavam de um jeito semelhante a forma como escolhiam seus amigos ou parceiros românticos”, afirma.

Amigos, o que o texto quer dizer é o seguinte, se a candidata é “feia e magra”, tem poucas chances de ser contratada. Mas, no entanto, se for uma “Geise Arruda” tem lugar garantido na empresa. Não há necessidade de cérebro. Conversa fiada, ou para boi dormir, como dizia minha avó. Será que é nesses moldes que a SouthWest Air Line contrata seus funcionários? Não, jamais, em tempo algum. As pessoas são contratadas por seus currículos e especialmente se o candidato está disposto a comprar os valores e missão da empresa, e não de seus chefes. Eu preferiria ter um Einstein introvertido em minha equipe, há um falastrão amigo, bajulador e boa gente, porém, sem nenhuma qualificação.

Basta darmos uma olhada no histórico da GE, Appell e muitas outras empresas admiráveis, para vermos que esse estudo é patético. Acredito que os líderes que contratam nas bases sugeridas pelo artigo, sejam líderes fracos e que têm medo de sombra. Para não serem apagados, ou descobertos, contratam pessoas fracas, mas que gostam de bajular e ir às festinhas programadas pela chefia. Amigos, você acredita que no Vale do Silício é assim? Que em Stanford o currículo não é tão importante?

Bem tá dado meu recado. Espero que minha indignação tenha sido entendida. No século XXI, quando falamos em alta performance, profissionalização, preparação, vem um estudo maluco, contradizendo a lógica.

Grande abraço a todos,

Fernando Fernandes

www.programacases.com.br

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Sem comentários
  • Fernando Fernandes
    18 de dezembro de 2012 ás 12:56

    Amigo, que texto ruim heim?!
    Eu precisei contratar um estagiário de ADM para minha empresa. Duas candidatas foram para a final. Ambas da mesma faculdade. Uma tinha apenas algumas experiências profissionais, era muito bonita, comunicativa e extrovertida, a outra tinha intercâmbio, inglês fluente, já trabalhou em multinacionais e participava de 2 ONGS, porém era introvertida, aparentemente não ligava para a aparência, não falou quase nada na entrevista e nem esboçou um sorriso?
    Quem você acha que eu contratei? Pensando inclusive no ambiente de trabalho dos demais colaboradores. Claro que foi a primeira. Até fiquei pensando se o currículo da segunda era verdadeiro…

    A matéria compara dua pessoas qualificadas, porém uma mais que a outra, não comparando Einstein com Geyse Arruda. Até porque, antes de conhecer o candidato pessoalmente, você já selecionou ele pelo currículo.

  • Marcio Coimbra
    18 de dezembro de 2012 ás 13:54

    É, os americanos são uns tolos e nós os espertos.
    Fazem pesquisas e mais pesquisas que não levam a nada. Pra que Lua, pra que universo pra quem tem o samba?

  • Ana de Sousa
    9 de janeiro de 2013 ás 15:13

    Sem dúvida que o cartão de visita é o Currículo!

  • trainsppotting
    9 de janeiro de 2013 ás 16:32

    Um investidor em busca de empresas (investe em pessoas não em idéias) assim como uma empresa em busca de pessoas investe em talentos, não em curriculo, uma vez que, citando as empresas do artigo, tudo se resume a processo – passiveis de automação – e os desafios a serem vencidos não estão em curriculo, até porque estas empresas tem por base, inovação. O novo, não o velho – registrado no curriculo, que serve, apenas como ‘formalidade’ para o ‘processo’ chamado rh que pode ser util em processos, não em inovação e, ainda assim com ressalvas:
    Job teve um trabalho dos diabos para encontrar o ‘melhor’ curriculo do mercado. O que ganhou do curriculo fdp do Sculey? Um 44 da sua vida, do seu sonho. Se não fosse um gênio, teria se suicidado. Caráter e personalidade não são mensurados em curriculo, até porque o big boss fica na mão do seu time e isso exige, confiança. Vide ‘confiança’ no wiki.

    Se um investidor/empresa puder encontrar as pessoas certas, mesmo que elas estejam erradas a respeito do produto/projeto elas vão mudar. Então, de que adianta entender do produto/projeto sobre o qual elas estão falando ou é expressam no curriculo? Pior. Produtos e projetos que não, ou pouco se aplicam na empresa contratante, já que projetos são um esforço temporário para criar um proposição de valor única.

    Portanto, a análise de pessoas começa por sua Proposição de Valor ao contratante. O curriculo serve,no maximo, para encontrar e contatar o proponente a uma oportunidade mutuamente lucrativa.

    • Marcio Coimbra
      9 de janeiro de 2013 ás 20:37

      100% de acordo.

      • ffescritor
        10 de janeiro de 2013 ás 19:44

        Obrigado Márcio. Comentário curto, mas objetivo.
        Fernando

    • Tiago Brignol
      10 de janeiro de 2013 ás 18:47

      Lamento mas tu também não estás certo, caro Fernando Fernandes. Se você enquanto gestor de uma empresa se portaria da forma que disse, no caso contrária à da pesquisa, não quer dizer que todas as empresas seguiriam este caminho.
      É complicado generalizar.
      Vai da cultura de cada empresa/gestor que está contratando ou ainda do cargo em questão .
      Pra colocar na beira da praia distribuindo panfletos com uniforme da empresa tu colocarias a candidata mais bonita ou a com o currículo mais extenso de distribuição de panfletos?
      Já para gerir um banco de dados importa tanto assim ser introspectivo.
      Vai de cada situação então acho muito radical teu posicionamento que na realidade segue as fórmulas daqueles famosos livros que se vendem pela capa como “Faça o que tem que ser feito” ou “Chegue ao sucesso em 5 passos”.
      Os profissionais tem de aprender a lidar com cada situação, não há receita magica para conseguir emprego que dê certo em 100% dos casos. Abraço

      • ffescritor
        10 de janeiro de 2013 ás 19:44

        Tiago, muito obrigado por sua visita e pelo excelente argumento. Parabéns por seus argumentos. No entanto, continuo com minha opinião. Quando falo em currículo,não falo apenas de um papel, mas falo de valores, como caráter, honestidade, integridade etc. Essas são características que vão sendo descobertas no avanço das entrevistas.
        Um corpo bonito sem cérebro, fica muito bem no BBB’S da vida, ou quem sabe num programa de TV que valorize isso. Não quero ser preconceituoso, mas prefiro valorizar o que há dentro das pessoas e não a embalagem.

        Numa praia, não necessariamente usaria uma menina bonita a distribuir panfletos. Se ela fosse, inteligente, educada e eficiente, nada contra. Tás a perceber o ponto onde quero chegar? A contratação não pode e não deve ser apenas porque o entrevistado é simpático, bonito ou amiguinho. Ela deve ser pautada por valores muito superiores a isso. Não tenho nada contra as bonitas. Longe disso. O que não concordo é com esse estúpido estudo americano.

        Espero ver-te mais vezes em nosso trabalho.
        Grande abraço,
        Fernando

    • ffescritor
      10 de janeiro de 2013 ás 19:47

      Sobrinhos, obrigado por seu comentário e visita ao nosso Blog.
      Concordo com você, sobre os valores. É exatamente isso que tento transmitir no artigo. O curriculo, é apenas um papel. O importante são os valores defendidos pelo candidato. É a isso que me refiro.
      Grande abraço,
      Fernando

  • Claudio Martins
    24 de outubro de 2013 ás 14:32

    Fernando, eu fico pensando, você já trabalhou aqui em alguma empresa americana? Porque seus argumentos parecem sem conhecimento de causa.

    • ffescritor
      25 de outubro de 2013 ás 17:10

      Claudio, obrigado pelo comentário. Antes de responder-lhe, gostaria de saber, o que você não entendeu, pode ser? Terei o maior prazer em responder-lhe.
      Um grande abraço.
      Fernando

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