E-mail: cases@programacases.com.br
Siga-nos:
Topo

Naufrágio do Concórdia, uma lição de má liderança

Naufrágio do Concórdia, uma lição de má liderança

Muitas empresas consideram-se grandes transatlânticos, quase imbatíveis. Com certeza, já deve ter ouvido expressões com essa conotação. Basta ler o Best Seller do autor Jim Collins, 'Porque as gigantes caem', para comprovar isso. (livro lançado no Brasil pela Editora Campus, 2010)

No entanto, de forma irresponsável, ou mesmo por conveniência, muitas dessas empresas, admitem como comandantes (líderes), pessoas desqualificadas para o cargo, ou de caráter duvidoso. Enquanto navegam em oceanos tranqüilos, as habilidades e qualificações do líder não são tão exigidas. Quando surgem tempestades, em forma de crises econômicas, como a que estamos presenciando, a fraqueza ou o poder do líder torna-se evidente. São nas dificuldades que surgem grandes líderes. É na crise que as empresas precisam de grandes comandantes. A escória só é separada do ouro sob fortes temperaturas. A história está cheia de exemplos que confirma essa teoria.

Na década de quarenta, sob a ameaça de o regime nazista subjugar todo o continente europeu, surge um personagem, até então desacredito. Ele acaba se revelando num dos maiores líderes políticos que a Europa jamais tivera. A liderança de W. Churchill foi responsável por evitar o maior naufrágio da história contemporânea. A vitória do regime nazista traria conseqüências inimagináveis.

– "Não existem empresas fracas e sim líderes fracos", James Hunt, autor de O monge e o executivo.

No entanto, por ausência de liderança, empresas outrora consideradas verdadeiros transatlânticos, fadadas à perenidade, não existem mais ou estão em vias de extinção. Como exemplo, podemos citar uma das maiores empresas de câmeras e filmes de película do mundo. A Kodak, através de atitudes impensadas de seus líderes, amarga hoje um dos maiores prejuízos da sua história, estando nesse momento à beira da falência, ou de ser vendida a um de seus concorrentes.

Quem imaginaria que a empresa que inventou o aparelho celular, um dia desapareceria. Para os conhecedores da história da Motorola, sabe que decisões fora de hora, falta de atitude ou mesmo negligência de sua liderança, fizeram com que essa gigante desaparecesse, sendo engolida pela Google, que posteriormente vendeu para os chineses.

Para finalizar, tanto a Nokia como a R.I.M, que agora se chama Blackbarry, ambas empresas outrora invejáveis, enfrentam dificuldades inimagináveis. Essas empresas que já navegaram em oceano azul, hoje, por incapacidade de seus comandantes, que permitiram que suas empresas navegassem em águas rasas e perigosas, lançaram suas empresas em completo caos. A Nokia foi vendida e amarga prejuízos sorbe prejuízos. Não dá para acreditar que uma empresa que não a muito tempo, detinha mais de 72% do mercado de Telefonia móvel está em vias de desaparecer.


Se não fosse o descaso do comandante líder do transatlântico Costa Concórdia, Senhor Francesco Schettino, vidas humanas, bilhões de dólares, bem como a reputação da empresa Costa Cruzeiro, teriam sido poupados.


Não permita que a arrogância, prepotência e segurança em excesso, levem sua empresa ao naufrágio.

Um forte abraço a todos,

Fernando Fernandes

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

37 Comentários
  • Adriano Berger
    21 de janeiro de 2012 ás 09:56

    Excelente artigo, Fernando! Essa é a mais pura realidade: empresas de ponta tendem a fracassar se geridas por líderes fracos. Infelizmente, em alguns segmentos a presidência prefere priorizar a boa fama de credibilidade do comandante em detrimento à sua qualificação profissional. E assim entregam seus negócios a alguém que com certeza não vai roubá-los, mesmo que sua capacidade de resultados seja questionável. E anote aí no seu portfólio de cases corporativos: se a cervejaria Schincariol não abrir os olhos, veremos em breve também a sua queda por total falta de visão mercadológica de seus atuais gestores…

    Grande abraço!
    Adriano Berger
    http://nanoberger.blogspot.com

  • Allan Mendes
    21 de janeiro de 2012 ás 11:41

    Excelente artigo Fernando, parabens e retrata muitíssimo bem a realidade de algumas atuais grandes corporações, que parece que estamos assistindo a um filme com final conhecido e podemos profetizar o desfecho.
    parabens!

  • Gláucia de Castro
    22 de janeiro de 2012 ás 17:31

    Olá ! Fernando, você como sempre escrevendo maravilhosamente bem, e eu aqui de novo para te prestigiar.
    Excelente artigo, compartilhei no meu linkedin, para que outros possam ler, relfetir e aprender um pouco mais.
    Abçs.
    Gláucia

  • Denis Cardoso
    22 de janeiro de 2012 ás 22:38

    Fernando meus parabéns pelas suas colocações, infelizmente a arrogância e prepotência, fazem com que organizações sob lideranças negativas pereçam. Devemos usar estes exemplos como caminhos a serem evitados pelos verdadeiros líderes!!

  • Carlos Eduardo
    23 de janeiro de 2012 ás 19:03

    Excelente Case!!! Todos os lideres alem de tomarem as decisões certas, devem entender, aceitar e acreditar no seu próprio time!!!

  • Edgard Nejm Filho
    24 de janeiro de 2012 ás 23:16

    Boa noite, Fernando.

    Compactuo com sua crônica pois realmente hoje, os “líderes” ou “comandantes”, são na realidade executivos de gabinete sem o devido preparao.

    Mas, são reflexo da decadência e má qualidade da formação, além do pseudo “sangue novo” que os negócios exigem.

    Basta ver qual a exigência atual para algum profissional conseguir uma qualificação de pós-graduação ou o famoso “MBA”: hoje, as Universidades e Faculdades qualificam o futuro profissional ao término da primeira graduação, o popular “3 em 1”.

    Teremos muito mais naufrágios, infelizmente.

    Abraços,

    Edgard N. Filho

  • Leabe Ferreira
    25 de janeiro de 2012 ás 00:06

    Inovar, ousar ser criativo passa primeiramente por saber ver, ouvir e sentir. Arrogância, prepotência de nada serve em um meio de liderança, grandes exemplos já tivemos disso; Gandhi conquisto um mundo por sua humildade, Silvio Santos por sua criatividade e ousadia, Chico Xavier pela sua sensibilidade. Então sabemos que os tais lideres dominadores podem até vencer enquanto demostram poder, porém no mais simples movimento de fraqueza se permitem ser questionados e não têm respostas. Assim dando espaço para quem sabe extrair as resposta de todos e também repassam o mérito a todos repartindo as conquista e sendo apenas um norte a ser seguido e não uma verdade absoluta.

  • Eduardo Marinho
    25 de janeiro de 2012 ás 00:20

    Muito bom o artigo.
    Acrescento que muito do que ocorre é devido a permanência de determinadas lideranças na chamada ?zona de conforto? o que os deixa paralisados, falta de criatividade o que os faz ser engolidos pelas concorrências e falta de humildade principalmente no quesito saber ouvir.

    Parabéns.

  • Irenilda
    25 de janeiro de 2012 ás 20:32

    Bom texto Fernando….
    O que vemos nas empresas hoje em dia são “chefes” e não líderes…por isso, elas afundam.

  • Karin Ronchi
    26 de janeiro de 2012 ás 09:48

    Muito bem colocado Fernando, parabéns! Porque o mal da humanidade não é a ignorância e sim a inércia. Como disse o líder Norman Schwarzkopf: “A liderança é uma poderosa combinação de estratégia e carácter. Mas se tiver de passar sem um, que seja estratégia.” Abraços.

  • Laila Machado
    26 de janeiro de 2012 ás 10:49

    Fernando,

    Muito bom!

  • Fernando Bertelli
    26 de janeiro de 2012 ás 11:31

    Prezado Xará, só acho que imputar a culpa ao comandante do navio não é ainda muito correto. Lembre-se da sua apresentação sobre comprometimento nas / das / pelas empresas.

  • Kaká Ambrósio
    26 de janeiro de 2012 ás 12:35

    Absolutamente verdadeiro. Conheci de perto um empresário de postura arrogante e pretensiosa que despencou de uma hora para outra na amargura do encerramento da sua empresa. Triste ver o estado em que ficou o cidadão.

  • Leonardo Lara
    27 de janeiro de 2012 ás 09:24

    Parabens Fernando pela analise. Sim concordo com tudo que vc colocou mas seria interessante entender se as empresas colocadas acima que estao com problema e ou ja foram compradas como era o comportamento do conselho administração que toca o futuro ( 5 a 10 anos adiante com CEO e ou Lider da mesma ) ? sabemos que muitos perderam muito capital com estes cases de fracasso. Mas o conselho que papel tem na empresa ? Sera que somente o Lider e ou o CEO é o responavel por tudo isso ?

  • Marcelino Bastos
    27 de janeiro de 2012 ás 10:06

    Parabéns, foi feliz em suas palavras, poucos tem a sabedoria de colocá-las de forma correta.

  • Júlio Cezar Simizo Benedicto
    27 de janeiro de 2012 ás 10:31

    Meus parabéns, é um excelente comentário. Adorei.

  • Carlos Eduardo Vaz Farinha
    27 de janeiro de 2012 ás 11:53

    Olá Fernando,

    Tenho acompanhado seus posts aqui do Sul e quero parabenizá-lo pelo trabalho.
    Já tomei a liberdade de compartilha-los pois são de suma importância para todos empresários e líderes.
    Desejo um 2012 com muitas realizações para o amigo.

    Grande Abraço!
    Farinha

  • Cravinhos
    27 de janeiro de 2012 ás 17:17

    Parabéns amigo! ótimo texto!
    Espero que “lideres” o leiam!
    abraços.

  • Fabio Durval
    27 de janeiro de 2012 ás 21:50

    Muito boa as suas colocacao,que conhecer o carater da pessoa lhe da ppoder, o lider que conjuga o verbo EU nao serve para ser lider

  • Fabio Durval
    27 de janeiro de 2012 ás 21:51

    Muito boa as suas colocacao,que conhecer o carater da pessoa lhe da ppoder, o lider que conjuga o verbo EU nao serve para ser lider

  • Rinaldo Allen Chaves
    30 de janeiro de 2012 ás 11:06

    Fernando, sem dúvida alguma, o paradigma da perenidade está sendo derrubado ano após ano. E assim já ocorre ha muito, principalmente em tradicionais empresas, que caracterizadas pela gestão familiar, hereditária muitas vezes, se torna ineficaz perante um mercado veloz e faminto.
    O pobre e deslumbrado comandante do Concórdia nada mais é que subproduto desta sociedade predadora que elege heróis à mesma velocidade que crucifica vilões. Mas, quem é o culpado pelos naufrágios do cotidiano? o mundo corporativo está cheio de italianos “barrigudinhos” repletos destes conceitos…. não é mesmo? O problema é quem tem o poder de julgar quando uma pessoa se faz apta a ser líder…. Se o primeiro não for bom… avalie os seus subalternos. grande abraço.

  • ROBSON LELLES
    30 de janeiro de 2012 ás 12:15

    O caráter do líder nem sempre pode ser avaliado na entrevista de emprego. Arriscaria mesmo dizer que em mais de 90% dos casos, só se conhece o caráter do líder ao longo da sua trajetória na empresa.

    Por isso considero importante estabelecer critérios de avaliação periódica do comportamento e desempenho – duas coisas totalmente diferentes, apesar de andarem juntas – dos líderes em uma empresa.

    É ao longo do caminho que a pessoa vai sinalizando, muitas vezes de forma clara e inequívoca, que algo não vai bem. Isso nos dá oportunidade de ajustar a situação antes do desastre acontecer. E em geral, não é o próprio líder que vai detectar em si mesmo que algo precisa ser ajustado. Essa monitoração deve ser exógena e independente.

    Parabéns por abordar esse tema, Fernando.

    Abraços,

  • Rosi
    30 de janeiro de 2012 ás 15:12

    Olá boa boa tarde, Fernando!!!

    Nuooossa…estou perplexa com a forma inteligente que usou este texto para abrir nossos olhos parabéns!!!

  • Roberto Fernandes Lacana
    30 de janeiro de 2012 ás 22:05

    Infelizmente so se preocupam com o lucro. Veja o caso dos predios que desabaram na rua 13 de maio. Enquanto isso os Deputados se preocupam em aumentar seus salarios e votarem para acabar com o 13º dos honestos trabalhadores e eles continuam recebendo 13º, 14º, 15º……

  • Wylder Machado
    6 de fevereiro de 2012 ás 11:17

    Fernando, há algo escrito por você que faz um paralelo entre o chefe e o lider ? Conheço aqui na empresas gente que precisa aprender sobre isso…

  • Rose
    8 de fevereiro de 2012 ás 22:46

    Meus parabéns pelas palavras ditas.  É isso mesmo que acontece com grandes empresas; o não renovar suas competências, habilidades e não sempre buscar o diferencial; estar ligado às mudanças. Desculpe o atraso na minha resposta. Um grande abraço. Rose

  • Rose
    8 de fevereiro de 2012 ás 22:47

    Meus parabéns pelas palavras ditas.  É isso mesmo que acontece com grandes empresas; o não renovar suas competências, habilidades e não sempre buscar o diferencial; estar ligado às mudanças. Desculpe o atraso na minha resposta. Um grande abraço. Rose

  • Max Goniadis
    9 de fevereiro de 2012 ás 16:02

    Olá Fernando boa noite!

    Sem palavras o seu texto e inclusive, tomei a liberdade de reenviá-lo para alguns amigos que percebem da mesma forma que se expressou na redação.

    Obrigado pela lembrança de ter o enviado para mim e espero receber outros.

  • Walesca Farias
    9 de fevereiro de 2012 ás 16:07

    Olá Fernando,

    Obrigada pela indicação do artigo.
    Ilustrações realistas que sugerem reflexões oportunas.
    Afinal, o que são as empresas senão a representação de seus líderes.
    Muito bom!

  • Satiro
    9 de fevereiro de 2012 ás 16:12

    Fernando, bom dia! Excelente artigo. Tomei a liberdade de divulga-lo para amigos e parceiros.
    Abraços

    Sátiro Roberto C. Araújo
    B2B VIRTUAL OFFICE
    Tel: 34-3232 3344
    Cel: 34-9971 1163
    Email: satiro@b2bvirtualoffice.com.br
    Home: http://www.b2bvirtualoffice.com.br

  • Ricardo Luis MAcedo
    9 de fevereiro de 2012 ás 16:14

    Fernando, Boa Tarde!

    Parabéns pelo texto e explanação.
    Realmente esse texto/naufrágio demonstra total falta de liderança e treinamento para seus comandados.
    Que nos sirva de exemplos para redobrar a atenção em nossas tarefas e empresa.

    Abraços

  • Clacioni Colares Crescêncio
    19 de fevereiro de 2012 ás 16:44

    Não basta hoje mais dizer que é fulano, mas sim porque é fulano.

  • Marcelo Homci
    23 de fevereiro de 2012 ás 11:35

    Amigo, excelente artigo…
    Há tantas outras histórias que ilustram seu ponto de vista.
    Além da arrogância, prepotência e segurança em excesso, alguns líderes teimam em não ampliar sua visão assumindo tendências comportamentais inflexíveis que não os permitem avaliar melhor o cenário para uma tomada de decisão mais adequada ao momento.
    Por fim, há alguns que também são mal preparados tecnicamente. Uma pena!

  • Marcela Quiroga
    10 de abril de 2012 ás 20:24

    Fernando somos comandantes de navios, de empresas e dos jovens colaboradores que atuam conosco no mundo corporativo.
    Além de não naufragar, devemos mostrar que em nosso legado, há histórias com mares calmos, tormentas e muitos nascer do sol no horizonte.

  • Aurelio Rocha
    4 de dezembro de 2012 ás 20:11

    Fernando, “pessoas desqualificadas e de caráter duvidoso” chegarem a ser comandantes, é um contraditório, para chegar ao comando são muitos anos de experiências, é uma escala que se consegue com profissionalismo, não por vontade de armadores. Agora vamos falar no sinistro, repara a foto tirada logo ao amanhecer pouco tempo de exposição, você acha que a ferrugem do chapeamento ao longo do rombo no casco poderia ser criada no curto espaço de tempo? Será que não está sendo uma conveniência não analisarem se aquela pedra já estava encravada no casco?

  • Jair Ferreira
    15 de novembro de 2014 ás 17:29

    Prezado Fernando Fernandes, muito bom seu assunto, e sempre ponto de reflexão……há mesmo um grande equivoco nas Empresas sobre o papel dos seus comandantes….. sou um comandante em plena formação, mas apaixonado pelo que faz, e sempre querendo voar próximos dos melhores, por isso tentando me relacionar, ler e aprender com mestres como você!! Forte Abraço.

  • Raquel Pinto
    27 de maio de 2015 ás 18:55

    Muito bom!
    Vejo constantemente , empresas cheia de potencial, ruindo por existirem em suas lideranças , personalidade arrogânte, prepotênte , vaidade , caráter duvidoso e acrescentaria a falta de conhecimento técnico . Os exemplos citatos foram riquíssimos . Parabéns !

Total
0