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O Brasil que todos nós queremos

O Brasil que todos nós queremos

No passado, éramos o país do futuro. Hoje querem que acreditemos que aquela terra prometida nos foi entregue. Só que o Brasil dos sonhos que muita gente imaginava à época não se concretizou em igual forma com a que fora romanticamente sonhada por milhões de brasileiros. É como se descobríssemos que aquela moça educada, de belas formas e cheia de atributos pela qual nos apaixonamos tivesse um passado de botar medo no mais bravo dos homens.

Culpar um único fator ou pessoa por conta dessa desilusão que estamos passando seria pieguice. Muitos se esquecem de que as desilusões que nos levam ao sofrimento são criadas por nós mesmos. Colocamos fé demasiada em pessoas que mal conhecemos e esperamos sentados em nossos sofás que as promessas feitas, promessas essas que convenientemente deletamos de nossa memória logo após as eleições, nos sejam entregues sem esforço algum.

Por muitas décadas idealizamos um país moderno, com grandes cidades cosmopolitas onde o crime inexiste, todos recebem altos salários para executar o serviço que sempre sonharam, temos acesso a educação e saúde de qualidade sem precisar botar a mão no bolso, podemos assistir aos jogos de nossos times em modernas arenas, somos transportados em modernos sistemas de metrô, empresas fabricam modernos produtos e obtém grande sucesso no Brasil e no exterior, têm seus produtos exportados por meio de modernos e eficientes portos e principalmente podemos comprar o que bem entendermos pois os preços são juntos e temos recursos para isso, e isso inclui nossa própria casa. De tudo o que falamos acima, somente os modernos estádios estarão prontos, e olhe lá.

A casa própria também se tonou um sonho realizável por meio do programa minha casa minha vida, mas ainda sim pagamos um preço alto e cujo financiamento nos acompanha pelo restante de nossas vidas. Todo o resto segue a passos de tartaruga e a custos exorbitantes de execução, e mesmo assim não fazemos ideia de quando todo o prometido nos será entregue.

Ao nobremente tentar unir o crescimento econômico e desenvolvimento social buscando com isso ser um modelo de gestão pública para o mundo inteiro ver, a atual administração acabou tropeçando nos meandros de sua própria ideologia político-econômica, o que nos traz ao cenário atual, onde assistimos mês a mês a deterioração dos recursos públicos (dinheiro do contribuinte) como se estivéssemos em uma marcha fúnebre, inertemente velando o morto. Vemos a criação de novas vagas de empregos diminuírem drasticamente apesar do índice de desemprego ser enaltecido por estar em 4,9%, quando o que acontece de fato é que muitos brasileiros não procuram mais emprego e “deixam de existir” para os cálculos do índice.

Acompanhamos com as mãos atadas o crescimento mensal do déficit fiscal em 2014, às vésperas de uma copa do mundo que está gerando muita discussão por conta dos gastos previstos e mais ainda pelos gastos não previstos. Sem contar a patética novela sobre a da Petrobras e suas refinarias, enquanto ela (Petrobras) propagandeia alguns poucos números postos de forma isolada em gráficos destorcidos que “tapeiam” 99% dos brasileiros e os faz pensar que está tudo muito bem por lá.

Por fim vemos que o resultado das medidas postas em prática com base no atual modelo econômico é o baixo crescimento do PIB, produtos e serviços a preços exorbitantes corroborando os índices de inflação recentes, retorno da SELIC para o patamar atual de 11%, perda de competitividade da indústria brasileira, entre outros. Essa é a prova cabal de que o modelo posto em prática pelos últimos 12 anos não serve mais para o Brasil crescer sustentavelmente, mesmo com os avanços na área social como desculpa.

Pela primeira vez estou mais ansioso com a chegada das eleições do que com a copa do mundo. Apesar do resultado das urnas serem completamente imprevisíveis ainda, o que podemos afirmar é que o mercado deseja mudanças, e isso ficou claro nas pesquisas onde Dilma teve queda nas intenções de voto e o mercado financeiro respondia positivamente a esse fato, e vice versa. Dilma em contrapartida anunciou reajuste de 10% no valor do programa Bolsa Família, reajuste esse que não era concedido desde 2011 e chega sem acompanhar a inflação do período que foi de 19,4% (segundo INPC), mas ainda sim a Presidente conseguiu frear as quedas que teve nas últimas pesquisas de intenção de voto.

Dito isso, faço desse meu voto de mudança para que o Brasil retorne ao caminho do crescimento.

Grande abraço, Rafael Borim.

 

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