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Os dilemas de um líder

Os dilemas de um líder

 

Hoje vim para defender os líderes. Nadando contra a maré e o senso comum que afirma que o problema da falta de motivação e do turnover ou do engajamento da equipe é do líder. Nem sempre. Não se pode colocar as questões de liderança e gestão de equipes dentro da caixinha da generalização.

Memes como o abaixo são altamente divulgados em mídias sociais, mas até que ponto essas frases são verdade absoluta?

Estudos apontam que talentos abandonam o líder e não a empresa, isso é fato e não questiono, mas será que TODA culpa é do líder?

No livro “Quebre Todas as Regras” o autor Marcus Buckingham afirma, baseado em pesquisa realizada pela Gallup, que nem mesmo o aumento de benefícios ou um bom salário faz com que um talento permaneça na empresa quando existe conflito entre liderados e liderança.

Eu mesma faço parte dessa estatística, pois sai de uma empresa por causa da postura de uma coordenadora. Hoje eu entendo que faltou entendimento, diálogo e que o meu perfil comportamental não era o indicado para o cargo.

 MAS É CERTO CULPAR SOMENTE O LÍDER PELA GESTÃO DA EQUIPE?

Depois de entender e estudar sobre DISC e perfis Comportamentais eu consigo perceber essa situação com um olhar mais abrangente e de forma dissociada. Sem olhar pela perspectiva líder x liderados.

Uma equipe é formada por vários elementos, cada um com características e perfis comportamentais complexos.

Vamos supor que em uma equipe de vendas formada por 6 profissionais temos dois executores, um planejador, três comunicadores e o gerente de vendas é um executor. Claro que todos nós somos uma mistura de todos os perfis, mas sempre temos um ou dois que predominam.

Em um grupo com essa formação provavelmente teremos alguns conflitos, inclusive problemas de comunicação.

Um líder com predominância Executor é um profissional focado em resultados. Ele é mais lógico, mais exigente e pode ser considerado mais “frio” nos relacionamentos. Muitas vezes até tirano.

Os dois profissionais de vendas que têm o perfil Executor ficarão satisfeitos com esse tipo de liderança, pois são movidos a metas e quanto mais desafios mais motivados se sentirão.

O Planejador é um profissional que não tolera impaciência e falta de harmonia no grupo. Ele precisa se sentir aceito e provavelmente vai ficar desconfortável se pressionado com uma liderança exigente. Pode até ficar desmotivado.

O foco de um Planejador são as pessoas e relacionamentos, não apenas resultados.

Os comunicadores são excelentes com relacionamentos interpessoais, usam muito da persuasão, mas precisam ser monitorados com frequência, pois alguns podem perder o foco, além de não gostarem de rotinas e detalhes.

Pelo exemplo, podemos afirmar que se o líder não tiver conhecimento dos perfis de seus liderados e usar essa informação para estabelecer metas one to one provavelmente ele terá problemas de comunicação, alguns se sentirão desmotivados enquanto outros seguirão em frente.

Exatamente por esse motivo que não se pode colocar toda essa carga nas costas do líder.

CADA UM NO SEU QUADRADO

Quantas pessoas sua empresa já contratou, investiu em treinamentos sem resultados efetivos?

Existe um motivo bem claro para essa situação: alguns profissionais tem um enorme potencial, porém estão em funções erradas. Gestores estão preocupados em focar nas características que o profissional não tem, tentam acrescentar o que lhe falta, mas esquecem de focar nos pontos positivos de cada profissional.

Um segundo motivo: o profissional pode ter o perfil certo para o cargo, mas não adequado para aquela empresa ou para aquele líder.

Sabe aquele profissional que se saiu muito bem em uma função e a gerencia ou o RH decide que ele pode ser promovido? Isso pode não dar certo. E por quê? Ele se saiu bem porque estava na função onde o seu talento fluía, mas mudando de cargo nem sempre é a função adequada.

Temos recentemente o caso do Rogério Ceni para ilustrar esse conceito. Ele se saiu muito bem na função de goleiro, no entanto, foi um fracasso na função de técnico.

Essa questão também é abordada no livro “Quebre Todas as Regras”. Os melhores gerentes, de diferentes áreas intuitivamente não caem nesse erro.

AS COBRANÇAS PARA UM LÍDER PERFEITO

Depois que inventaram a questão do líder x chefe sinto que as empresas colocaram no papel do líder todos os problemas da gestão de pessoas. Muitas vezes gastam fortunas para tentar moldar, modelar e colocar o gestor em uma caixinha.

Querem um ser padronizado. Isso não existe pelo que expus acima: cada líder tem um Perfil Comportamental e a melhor maneira de gerir uma equipe é conhecendo o perfil desse líder e de todos os liderados e realizar um trabalho de conscientização.

 EXISTE UMA SOLUÇÃO?

Sim, várias.

A primeira começa na contratação tanto do líder quanto da equipe. Qual o perfil de líder que a empresa acha mais adequado? Um líder foca em resultados, mais exigente ou um líder focado em relacionamentos, mais aberto a sugestões e diálogos?

Como essa equipe vai trabalhar? Desenvolvendo juntos o mesmo projeto ou independente como uma equipe de vendas, onde cada um busca seus resultados?

Considerando uma equipe de projetos o ideal é que estejam todos alinhados com o perfil do líder e que essa equipe tenha perfis que se completam como Analistas e Planejadores para manter o foco e a organização, Comunicadores e executores para fazerem acontecer.

Para uma equipe de vendas é necessário antes de contratação traçar o perfil de desse vendedor. Um vendedor mais técnico ou um focado em relacionamentos, por exemplo.

Da próxima vez que ler ou ouvir que a culpa é do líder, procure não generalizar!

Fica a dica e sucesso!

 

 

 

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