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Por que Marketing de Conteúdo? Uma necessidade de equilibrar as contas

Por que Marketing de Conteúdo? Uma necessidade de equilibrar as contas

Quase não vejo mais anúncios na televisão, seja pelo tempo cada vez menor que passo na frente da telona, ou pela troca de canal quando eles aparecem, por serem chatos, desinteressantes, ou, pelo aumento automático do volume da TV, o que me irrita muito. Por outro lado, adquiri um novo costume quando assisto aos comerciais: gosto de analisar o impacto que cada um tem sobre os meus padrões de consumo. A constatação à qual cheguei, depois de um tempo fazendo isso, é que poucos deles têm algum impacto nas minhas decisões de compra.

 

Segundo a Yankelovich, empresa de pesquisa de marketing, os consumidores em 1970 eram expostos a 500 mensagens de marketing por dia e, hoje, somos bombardeados com 5.000 ou mais mensagens de marketing diariamente. Devido a esta exposição exagerada, nós, os consumidores, passamos a ser mais seletivos com relação as mensagem que passam pelos nossos filtros de conteúdo.

 

Segundo a pesquisa “O momento zero da verdade” (ZMOT) feita pelo Google em 2010, o consumidor médio se envolvia com cinco pedaços de conteúdo antes de tomar uma decisão de compra, sendo que, em 2011 o número dobrou para mais de 10. Para o Google, este número continuará subindo conforme os consumidores passarem a se engajar com um número maior de mídias, como, por exemplo, através dos seus smartphones, smartwatches, smartglasses (telefones, relógios e óculos inteligentes) e por aí vai.

 

Isso significa que, apesar da enxurrada cada vez maior de mensagens de marketing que recebemos diariamente, nós estamos deixando passar mais mensagens pelos nossos filtros, desde que elas sejam interessantes e que estejam no tempo certo. Eu, por exemplo, incorporei na minha rotina diária do trânsito caótico de São Paulo para ir e vir, a escuta de podcasts. Não escuto mais rádio e nem música, e, por enquanto, atualizo-me profissionalmente com os podcasts do Social Media Examiner, do Content Marketing Institute e do Instituto Mises Brasil. Os dois primeiros, por exemplo, são oferecidos por duas empresas norte-americanas de mídia B2B, e eu sou altamente receptivo às suas mensagens mercadológicas. Soluções online são globais e você pode consumi-las onde estiver no mundo e eu, com certeza, faço isso.

 

A mudança do modelo de negócio e a necessidade de equilibrar as contas

 

As pessoas que possuem um pouco mais de familiaridade com os termos da bolsa de valores, sabem que um mercado bullish (que deriva da palavra Bull [touro], animal que ataca de baixo para cima), caracteriza-se como um mercado de preços crescentes. Pois, é exatamente assim que se encontra o mercado de mídia paga nos últimos 50 anos. A grande maioria dos programas de marketing das empresas possui algum tipo de mídia paga.

 

Pois bem, se está cada vez mais difícil, conforme vimos, conquistar a atenção das pessoas nos dias de hoje da forma tradicional, e os spots de mídia estão cada vez mais caros, a pergunta que não quer calar é: como as contas vão fechar?

 

Já estava claro lá atrás, e está ainda mais claro hoje, que a maioria das empresas estava (e está) sobre posicionada em mídia paga e sub posicionada em mídia proprietária. O movimento, quiçá a revolução, do marketing de conteúdo é uma correção necessária do mercado.

 

Cinco razões para a mudança

 

1) As barreiras tecnológicas caíram. Antes da Era Digital, o processo editorial era complexo e caro. As empresas de mídia gastavam milhões em sistemas complexos de gestão e produção de conteúdo, sendo que, hoje em dia, qualquer um pode publicar qualquer coisa online, de graça e em cinco minutos.

 

2) Disponibilidade de recursos humanos. Jornalistas e escritores estão cada vez mais receptivos e dispostos a trabalhar em empresas que não sejam de mídia. Cargos como os de gerente editorial e diretor de marketing de conteúdo estão sendo abertos cada vez mais em empresas tradicionais. E esta tendência está apenas começando.

 

3) Aceitação e credibilidade. Uma preocupação das empresas tradicionais em assumirem, em parte, o papel das empresas de mídia, está no fato das pessoas não acreditarem nelas como uma fonte confiável de informação. Como vou acreditar nos fatos apresentados por uma empresa que, no fundo, está tentando me vender algo, muitos podem pensar. A questão é que a maioria dos consumidores está tomando a decisão, se algo é crível ou não, no local da informação e não mais na chamada para ela. Segundo dados do Custom Content Council dos EUA, 80% dos leitores preferem receber informações sobre uma empresa por meio de publicações customizadas, sendo que 75% deles dizem que se sentem melhor informados e aumentam sua consciência de marca através delas. Outro estudo de 2012 da Edelman, diz que os milênios, agora entre 19 e 34 anos, de fato esperam que as marcas produzam conteúdo para eles, com 80% deles esperando serem entretidos através de marketing de conteúdo. Por outro lado, as relações cada vez maiores de empresas de mídia com governos corruptos, joga sua credibilidade lá para baixo.

 

4) Mídia Social. Apesar de oferecer grande oportunidade para as empresas se comunicarem com seus consumidores, os canais de mídia social não irão funcionar para as marcas sem uma criação e distribuição consistentes, convincentes e valiosas de informação. As empresas começarão a perceber que não adianta ficar gastando tempo e dinheiro nestas plataformas, sem haver por trás dessa atividade uma boa estratégia de conteúdo.

 

5) Google. As pessoas são muito mais receptíveis a conteúdos e mensagens de marketing quando elas estão procurando por algo. O Google sinalizou bem claramente na última atualização dos seus principais algoritmos (que determinam a classificação das buscas), o Pinguin e o Panda, que a empresa dará cada vez mais importância ao compartilhamento de conteúdo. Ele está sinalizando para nós, que os conteúdos compartilhados de fontes confiáveis é que serão achados nas buscas. Não adianta vir com falcatruas e mágicas online, pois você não conseguirá enganar o sistema. Portanto, uma sólida estratégia de conteúdo é o que garantirá seu lugar ao sol.

 

A publicidade tradicional irá morrer?

 

É possível que isso aconteça? Sou eu uma pessoa que odeia a publicidade tradicional com opinião enviesada? Bom, este será o assunto do meu artigo da próxima semana. Não se esqueça de sintonizar no nosso blog na próxima segunda-feira ou então preencha o formulário abaixo, que entregaremos o artigo diretamente no seu e-mail.

 

Tenha uma ótima semana e sucesso nos negócios!

 

Bibliografia: PULIZZI, J. Epic Content Marketing: How to tell a different story, break through the clutter, & win more customers by marketing less. EUA: McGraw-Hill Education books, 2013.

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