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Qual sua imagem diante de um espelho chamado liderança?

Qual sua imagem diante de um espelho chamado liderança?

Ao escrever A Empresa que Pensa, Matos (1996) ele descreve o novo elenco de posturas para gerente (LÍDER). São elas: postura pública e não egocêntrica; postura como intérprete e não como dono da verdade; postura como cooperador e não como competidor; postura como representante e não como autocrata/opressor; postura como educador e não como centrado apenas na tarefa. E seus valores? Valores são preceitos essenciais e permanentes que definem os padrões de comportamento e atitudes de um LÍDER, ou de uma organização. São princípios e não necessitam de explicação ou justificativa externa, orientam nossas ações e decisões no dia-a-dia e devem resistir ao teste do tempo (na alegria e na tristeza, na saúde ou doença).

Um LÍDER é conhecedor dos valores que estão presentes nos seus colaboradores que tendem a imprimir sobre a cultura da organização ou comunidade, daí a responsabilidade de tê-los sempre conscientes. Os Recursos Humanos (RH) possuem instrumentos para mensurar padrões de relacionamento, os chamados 360°, (Janela de Johari) estudo da interação e das relações interpessoais (situacional/nomeadamente, entre indivíduos ou grupos, onde às vezes se revelam os loucos por gente ou loucos por egos). Essa ferramenta conceitual foi criada por volta de 1955, por Joseph Luft e Harrington Ingham, creio que mais aplicável a partir de 1961, tendo por objetivo auxiliar no entendimento da comunicação interpessoal e nos relacionamentos com o grupo (eu complemento, desde que se fale a verdade de ambas às partes), e o que chamamos de área aberta, deve prevalecer.

Para Hersey e Blanchard (1982) Janela de Johari é utilizada para representar a personalidade de liderança e não a personalidade global. A diferença entre personalidade de liderança e estilo de liderança, segundo eles, está em que a personalidade de liderança inclui auto-percepção e a percepção dos outros; o estilo de liderança consiste apenas no comportamento de líder de um individuo tal como é visto pelos outros, isto é, pelo superior, pelos subordinados, pelos colegas, etc. A personalidade de liderança é igual a auto-percepção (capacidade de percepção dos outros), saber ouvir, flexibilidade, jogo de cintura, olho no olho.
Eu afirmo que o falecido Bin Laden, por vezes considerado um líder, não teria passado no teste: mostraria muita rigidez nos relacionamentos.

Trocando em miúdos, para um grupo de líderes que queiram consolidar o ambiente interno para crescer, (desde o café da manhã até o por do sol), devem aplicar ferramentas que melhorem o clima organizacional através da maior transparência nos relacionamentos (clareza e receptividade), ajuda mútua (entre os parceiros, subordinados e chefes) em prol de objetivos comuns que se complementam através do acesso a informação, tornando todos co-responsáveis em legítimos defensores da organização. Todos são responsáveis pelo resultado e a chance de dar certo, também depende da: colaboração daquele um (a) que não atende ao telefone adequadamente, não pega clipes jogado ao chão, esquece de olhar o nível da água no radiador do carro da empresa, tem férias vencidas e acham-se insubstituíveis, muitos pensam que idade é sinônimo de experiência, outros se negam recuperar um cliente perdido, o (AXISMO) que seus produtos ou serviços são caros, esquecendo que pessoas compram volume das suas necessidades, desejos e não o peso dos problemas, que o mercado interno não está comprador, exportarem com o dólar de hoje dá prejuízo ou estamos em crise.

Esses conceitos de liderança supracitados, tenho EXAUSTIVAMENTE transmitido também aos LÍDERES das Instituições Públicas, mas pasmem, eles demoram ou não querem assimilar.
Xô temeridade, resgate todos os valores que (VOCÊ LÍDER) sempre, ou nunca acreditou, e vamos tornar-nos finalmente, LÍDERES multiplicadores de ações empreendedoras.

LIDER NÃO FALA, DÁ RAZÕES PARA O OUTRO AGIR VOLUNTÁRIA E CO-RESPONSÁVELMENTE.
Baumgartner 1996 afirma que, para se tornar um LÍDER mais eficiente, é preciso que esse se comunique às pessoas, que está aberto aos comentários destas e que deseja ouvi-las, a qualquer momento, ao invés de simplesmente tentar adivinhar, (você tem alguma Mãe Diná aí na sua empresa?), pois poucos gostam de ser criticados, diz o autor, mas ter um feedback mesmo negativo em muitas empresas, permissível só aos 31 dias de fevereiro de cada ano, não é?
(pulinhos do gato para 2013)

– Limpe as gavetas (idéias guardadas não se aplicam, apenas ocupam espaço), faça um mutirão para evitar o desperdício e baixe seus custos fixos em percentuais (%).
– Desenvolva o pensar criativo, a inovação e o autogerenciamento (se necessário, troque pessoas de função, prédio, território). Elimine os fantasmas da horta.
– Verifique os argumentos e capacidade de persuasão nas negociações (em todas as áreas) e experimente os benefícios do benchmarking (veja nota).
– Busque no grupo criatividade e flexibilidade nos relacionamentos interpessoais.
– Valores orientando resultados através do pragmatismo e da liderança.
– Avalie as áreas estratégicas da empresa e aplique treinamento e capacitação.
– Reúna o staff pelo menos uma vez por mês em torno de projetos realizáveis, definindo início, meio e data final de consecução. Depois os avalie e dê o rumo.
– Candidatos, não optem por empregos do tipo “região de cobaia” porque são os primeiros a extinguir-se na época dos ventos ou corte de gastos, e saiba! A culpa sempre será sua.
Não esqueçamo-nos de falar com Deus todos os dias, Ele nos conhece, pois nos criou. E agora, nós complexos e fantásticos seres humanos, temos o direito de abrir um champanhe e comemorar um Feliz Natal e Próspero 2013.

Abraço a todos,
Roberto Botelho

– Nota: “O Benchmarking tem por objetivo encontrar exemplos de desempenho superior ao seu e compreender os processos e práticas que levaram àquele desempenho. Enfim, objetivando incorporar à sua empresa (LIDERANÇA) as melhores práticas, não imitando sumariamente, porém, inovando.

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4 Comentários
  • JOÃO BATISTA PINZON
    24 de dezembro de 2012 ás 12:36

    LIDER E LIDERANÇA, HOJE, ESTÁ MAIS PARA USURPAÇÃO DA CIDADANIA DO OUTRO QUE CORRESPONSABILIDADE NO VIVER E CONVIVER. LIDER E LIDERANÇA, EM UMA DEMOCRACIA, NECESSÁRIAMENTE DEVE SER COMPARTILHADA. TODOS SOMOS LÍDERES, SEU EXERCÍCIO DEVE SER EM FORMA DE REDE, RETICULAR, ABRANGENTE, ALÁSTICA, PLÁSTICA. LIDERANÇA É A SOMA DAS INTELIGÊNCIAS DE QUEM ESTÁ IMBRICADO EM UM DETERMINADO PROCESSO.

  • JOÃO BATISTA PINZON
    24 de dezembro de 2012 ás 12:39

    LIDER E LIDERANÇA, HOJE, ESTÁ MAIS PARA USURPAÇÃO DA CIDADANIA DO OUTRO QUE CORRESPONSABILIDADE NO VIVER E CONVIVER. LIDER E LIDERANÇA, EM UMA DEMOCRACIA, NECESSÁRIAMENTE DEVE SER COMPARTILHADA. TODOS SOMOS LÍDERES, SEU EXERCÍCIO DEVE SER EM FORMA DE REDE, RETICULAR, ABRANGENTE, ALÁSTICA, PLÁSTICA. LIDERANÇA É A SOMA DAS INTELIGÊNCIAS DE QUEM ESTÁ IMBRICADO EM UM DETERMINADO PROCESSO.

  • Roberto Botelho
    31 de janeiro de 2013 ás 20:12

    Prezado João Batista, agradeço a contribuição e opinião. Em relação ao tema proposto “Liderança”, recorro ao meu professor, visto a abrangência do tema. Dizia: “Botelho, para ser um verdadeiro líder é necessário entender que no mundo corporativo… ninguém cresce sózinho, todos são co-responsáveis, nasce no ambiente interno, o externo apenas nos une” – Shinji Nishimura – Ex-Presidente Grupo Jacto SA, o maior empreendedor do Brasil em 2007.

  • sandra regina giesel
    4 de fevereiro de 2013 ás 20:01

    Parabéns pelo seu artigo e desejo que possamos evoluir sempre. Um forte abraço Roberto.

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