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Todo líder precisa saber, onde a balança de pagamentos afetam os negócios

Todo líder precisa saber, onde a balança de pagamentos afetam os negócios

 

 

A proposta de hoje é revelar aos líderes das organizações de forma bem didática, os componentes da Balança de Pagamentos, especificamente (balança de serviços), que por conta de medidas monetárias adotadas tem afetado os negócios, através do aumento de juros e indefinição na política econômica, a falta de investimentos e quais medidas podem ser propostas para minimizar o impacto causado no universo corporativo. A Balança Comercial Brasileira tem apresentado variações negativas em seus saldos. Lancei mão do Portal de Investimentos da Bolsa de Valores do Brasil (ADVFN), traz dados onde podemos analisar que:

 

Fonte: http://br.advfn.com/indicadores/balanca-comercial/brasil/2014

A Balança de Pagamentos em 2012, apresentou um superávit de US$ 19,44 bilhões, e em 2013, um superávit de US$ 2,56 bilhões (queda espantosa do saldo) e já acumula em 2014(janeiro, fevereiro e março) déficit de US$ 6,07 bi.

 

Portanto minha análise sobre os saldos de transações correntes, por conta dos constantes déficits na balança de serviços, são formados resumidamente pelos itens:

 

 

1. BALANÇA DE SERVIÇOS.

 

1.1. Transportes: fretes, seguros, etc.

Problemas: portos ineficientes, existem hoje dos portos públicos marítimos, 18 deles são majoritariamente administrados pelo Governo Federal, entre eles (Santos, Rio de Janeiro, Salvador, Vitória) a porta de entrada dos produtos de todo mundo está sucateada, totalmente ineficiente, média de até 15 dias para descarregar e liberar navios e suas cargas de retorno, tornando fretes caros (navio parado) e os seguros exorbitantes (risco e sinistros). Sem falar o retardo no escoamento dos produtos por falta de logística e estrutura.

 

Soluções: a anos os portos passam por problemas, a omissão persiste, apenas preocupação com os tributos dos produtos fiscalizados pela Polícia Federal. Necessitamos de vultuosos investimentos em tecnologia portuária, equipamentos de última geração para movimentação dos containers, esteiras flutuantes, capacitação de mão de obra e a informatização da movimentação das cargas, armazenamento e despacho rápido por via de acesso eficientes. Ainda acredito na terceirização dos portos ou contratos de concessão por 20 ou 30 anos renováveis, permitirão a iniciativa privada, reformar, construir e administrar os portos brasileiros, tornando-os referência mundial.


1.2. Turismo e viagens internacionais.

 

Problemas:  no ano de 2013 foram gastos no exterior 25 bilhões de dólares por brasileiros no exterior, momento do dólar atrativo e pacotes de viagens financiadas, passagens aéreas e por navio mais baratos comparadas ao Brasil.

Soluções possíveis: A criação de projetos de desenvolvimento para o Turismo no Brasil e investimentos na infraestrutura de Transportes (em primeiro lugar estabelecer preços mais justos para hospedagem e passagens aéreas no país, criar roteiros de lazer e negócios sistematicamente e integrá-los à estrutura hoteleira, criar calendário de eventos que dê visibilidade a beleza natural, ecológica e o segmento empresarial-comercial, vultuosos investimentos na malha aérea, aeroportos e serviços correlatos, ferrovias e rodovias (hoje em estado deprimente), inclusive apoio em segurança pública. Ou seja, fazer a lição de casa com eficiência.

 


1.3. Rendas de capital: remessa de lucros, lucros reinvestidos e juros.

 

Problemas: existe a remessa de dinheiro para fora do país das empresas multinacionais (matrizes no exterior) para pagamento de acionistas, ou os bancos e investidores, remessa de lucros e juros, inclusive os royalties que não estão elencados aqui.

 

Soluções possíveis: devido a baixa produção de tecnologia, o país é obrigado a importar produtos e serviços especializados, então há necessidade de adoção de uma política educacional eficiente que incentive o desenvolvimento de novas tecnologias (principalmente serviços), criar, fomentar e subsidiar a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologia a produtos de ponta além de serviços, diminuindo a dependência externa e o pagamento de royalties por propriedade intelectual. Requer mais investimentos nas universidades e cursos de formação técnica avançada, para pesquisa e desenvolvimento com apoio de cientistas e comunidade com expertise em INOVAÇÃO. Historicamente, a classe científica e os jovens estudantes empreendedores, clamam por investimentos do setor público e por vezes contam apenas com as parcerias privadas.

 

Portanto, é evidente que os executivos e as lideranças empresariais saibam que as tendências de mercado programadas nos planejamentos de vendas e metas, podem sofrer ainda em 2014 variações em seus resultados, visto que tais influências do mercado externo, a falta de investimentos e uma política econômica tipo vai e vem, não há gestão ou liderança que dê conta. Previnam-se em seus planejamentos tais variações e abracem sua equipe de vendas para tirar a diferença pela dedicação e união dos seus talentos humanos. Não esqueçam que mesmo café vendido a R$ 1,50, com colher de chantilly e uma bolachinha no pires pode chegar a R$ 3,00 (valor agregado percebido pelo cliente).

Abraço a todos (as).

Roberto Botelho

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