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Venda não é monólogo

Venda não é monólogo

Assistindo uma palestra na Expo gestão 2012, pude ouvir o Gerente de marketing da Nike para mercados emergentes, Senhor Arturo Nuñes, mencionar que “venda não é monólogo”. Caramba, só contaram isso pra ele? Venho falando sobre isso há mais de quatro anos em meu programa e artigos no site. Claro que isso não desmerece a excelente palestra do Senhor Nuñes.

Não é mais possível que as empresas criem seus produtos e tentem enfiar goela abaixo em  seus clientes e consumidores. É preciso OUVIR o mercado. É preciso levar em consideração os consumidores, descobrindo o que eles desejam.

A venda não acontece  mais porque eu tenho um excelente produto. A venda acontece quando eu atinjo o coração e a mente de meus clientes. Para que isso seja possível, as empresas precisam criar mecanismos que consigam “penetrar” em suas mentes, descobrindo seus desejos e necessidades. Uma vez tendo conseguido isso, é importante cuidar para manter o cliente. É aqui que a coisa pega. Venda de mão única é como fogo de palha, acaba logo. Venda sustentável, esse é o segredo do sucesso e da longevidade das empresas. Quer dizer, vender várias vezes para o mesmo cliente, para seus amigos, parentes etc. São essas ações que transformam pequenos negócios e empresas saudáveis e perenes.

Por que a P&G é uma empresa longeva e de sucesso? Porque sempre se preocupou em ouvir seus consumidores. Muito de seus produtos surgiram em sentido inverso. Os consumidores relatavam suas necessidades e a empresa buscava uma solução inteligente para atendê-las. Assim nasceram vários produtos de sucesso. É o diálogo que transforma um bate bapo em relacionamento e relacionamento é uma venda. O monólogo só fica bem no teatro quando usado por bom ator.

Isso pode até parecer um jargão ou bordão de marketing. Até pode ser, mas é a pura realidade. Você só venderá para quem confia e gosta de você. Para que isso aconteça, é preciso, primeiro, que haja relacionamento. No entanto, o relacionamento só surgirá após muito diálogo e cafezinhos.

Um forte abraço a todos e até o próximo artigo.

Fernando Fernandes

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Sem comentários
  • Alan Jorge Silva
    18 de julho de 2012 ás 16:32

    Boa tarde Professor,

    Gostaria de parabenizá-lo pela matéria, como sempre seu ponto de vista é muito bem colocado. O interessante é que muitas empresas ainda insistem em manter a metodologia de que tem um produto excelente e vai continuar vendendo bem, as vezes eu fico imaginando que os profissionais de tais empresas não devem consumir nada, pois se esse profissional é um consumidor e sempre esta a procura de um produto que o satisfaça deveria implantar isso no desenvolvimento de sua empresa. Acho que deveriam partir da idéia de que quando vou comprar algo sempre procuro aquilo que atende o que preciso e já que ninguéem é igual (assim como os dedos da mão) é preciso que a empresa tenha no departamento de desenvolvimento um equipe de pesquisa de mercado para saber a necessidade e exigência de seus clientes, assim a satisfação do produto desenvolvido será maior e a conquista de mercado consequentemente.

    Um abraço e parabéns

    • ffescritor
      18 de julho de 2012 ás 19:49

      Prezado Alan Jorge

      Muito obrigado por seus comentários. São incentivos como esses que me dão forças para continuar escrevendo. Que bom que tenha gostado do meu blog.
      Desejo a você muito sucesso em sua carreira.
      Um grande abraço,

      Fernando Fernandes

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