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Virando minha própria mesa

Virando minha própria mesa

Um certo dia, numa viagem entre Milão e Rio de Janeiro, decidi ler um livro. Estava meio entediado de estar sentado, e o filme exibido a bordo era ruim. Bem, foi nesse momento que tirei da minha pasta o livro do Ricardo Semler, "Virando a própria mesa". Vou ser sincero, até aquele momento, eu não sabia quem era o autor. Comprei o livro porque alguns amigos me recomendaram.

Lá pela metade do livro, eu estava completamente eufórico. Passei a ler com voracidade, com gana. Caramba, parece que o livro havia despertado desejos e sentimentos até então adormecidos. Eu dava gargalhadas com as histórias do Ricardo. Alguns passageiros ao lado, me olhavam de forma estranha, talvez pensando que eu estivesse com algum problema. E na verdade eu estava com muitos problemas. Mas o principal deles era onde estive residindo por muitos anos – "A minha zona de conforto".

Eu era executivo de uma grande multinacional sem nenhuma ambição quanto ao futuro. Estava anestesiado quanto ao que fazer  sobre o meu futuro. O livro deixou claro que eu precisava rever meus conceitos e especialmente – tomar decisões. Os conceitos do livro caíram sobre minha cabeça como um raio. Entendi que estava numa grande trem de alta velocidade, mas, apenas como passageiro. Nada mais. Isso aconteceu há dez anos.
Comecei a organizar minha vida para pedir demissão da empresa e começar meu próprio negócio. Acreditava que alguém com a minha experiência não teria dificuldades em conseguir clientes. Quanta inocência.

Havia muitas barreiras. A maior e mais poderosa era o tempo. Eu já estava com cinquenta anos. Quase "velho" e muito "velho" para recomeçar. Mas, estava decidido a “virar a minha própria mesa”. Após dois anos de preparação, pedi demissão e comecei a trabalhar como consultor, palestrante. Mais tarde comecei a escrever e apresentar meu próprio programa de TV.

Já se passaram quase cinco anos desde minha decisão. Como estou? Estou muito feliz. Com menos grana, mas feliz. Era isso que faltava. Ser feliz com o que se está fazendo. Parei de dormir em hotéis e de ter paradeiros inusitados. Eu gostava da minha vida, mas descobri que não era feliz. Descobri que poderia fazer muito mais pelas pessoas. Alguns amigos me chamaram de maluco, enquanto que a maioria desapareceu. No entanto, ganhei novos e verdadeiros amigos. É essa mensagem que gostaria de deixar. Ser feliz, esse é o desejo inerente em todos os seres humanos. Não fogachos de felicidades, como eu tinha. Refiro-me a ser feliz de verdade e encarar a vida como uma dádiva. Entender que só há uma vida para ser vivida. Quem em sã consciência em seu leito de morte irá se arrepender de não ter trabalhado mais?

Não desanime, caso ainda não tenha encontrado seu caminho; continue sua busca. Descubra realmente o que lhe faz feliz. Nada no mundo vale mais do que ser feliz. Que bom, eu encontrei.

Grande abraço a todos,

Fernando Fernandes

 

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27 Comentários
  • Roberto Botelho
    4 de março de 2013 ás 19:27

    Caro Fernando. Seu texto vem a calhar com a realidade da maioria dos profissionais, por vezes mais que expectadores e co-participantes das suas escolhas. O que mais se ouve, é que no mundo corporativo, “tem que arrumar o avião em pleno voo”, mas muitos nem chegam ao final desse voo, enterram seus verdadeiros sonhos. Parabéns pela coragem e determinação em escolher seu próprio destino. Existem muitas formas de dinheiro, as mais marcantes são agregadas ao montante de felicidade que pode usufruir na vida. Amigos? Você tem mais um por aqui! Abraço.

  • Clovis Cara Mansano
    5 de março de 2013 ás 07:28

    Lindo seu artigo.
    Parabéns

  • Margarete
    5 de março de 2013 ás 09:03

    Agradeço pelas palavras ditas !!!
    Muitas vezes nem se damos conta o quanto estamos na zona de conforto, a vida vai passando ainda bem que sempre ha tempo de recomeçar..obrigada!!

  • Roberto Marchesoni
    5 de março de 2013 ás 18:58

    A zona já é ruim de conforto então piorou.
    Esse é o mal da humanidade.

  • Vera
    5 de março de 2013 ás 19:43

    Parabéns pela lição de vida!
    Eu também já tive um momento de ” tudo ou nada”e que bom que o medo do novo não me paralisou.Parti para a ação e apesar dos desafios,valeu à pena principalmente pela qualidade de vida.

  • Nivaldo
    5 de março de 2013 ás 20:17

    Fernando, Adorei seu depoimento.

    As vezes precisamos sair desta “zona de conforto”. As vezes os compromissos no mundo profano te deixam com medo, mas acho que vale a pena.

    Parabéns pela iniciativa.

    Que Deus o abençoe!

  • valdimeire
    6 de março de 2013 ás 02:29

    mudanças sao definitivas

  • Margarida
    7 de março de 2013 ás 08:34

    Ótima matéria. Vou ler o livro. Também espero encontrar meu próprio caminho.

  • Frankc José de Andrade Medeiros
    23 de março de 2013 ás 15:44

    oncordo com você, Fernandes!
    Nunca é tarde para virarmos a nossa própria mesa!
    Tenhho 47 anos de idade e há 04, que mendigo via e-mails, ou pessoalmente por uma nova oportunidade de realocação no mercado formal de trabalho. Tenho enfrentado muito preconceito por causa da idade e por sofrer de um grande mal: não tenho os famosos QI (quem indica) e QG (quem me garanta).
    Cansado desta rotina de ostracismo de mendigância por causa de emprego, resolvi abraçar a única oportunidade que me apareceu neste período e vou atacar de “corretor de imóveis”, após uma semana de acirrado treinamento.
    Se Deus quiser, subjulgarei todas as adversidades e sairei vencedor nesta nova batalha.

  • Leandro Badann Massai
    29 de março de 2013 ás 09:27

    Fernado,

    Meus parabens. Simplesmente fantastica sua historia!!! Certamente temos que ser o piloto e nao o passageiro!

    Um grande abraco,
    Leandro

  • Sonia Maria Bernardes
    29 de março de 2013 ás 10:28

    Obrigada por ter compartilhado um pouco da sua história, veio no momento exato para mim, estou passando por esse processo e sei que no final vou poder dizer que valeu a pena como você hoje diz. Abraço.

  • Alfredo Pieritz Netto
    29 de março de 2013 ás 10:47

    É muito bom lermos texto com esta envergadura para levar a nos refletir sobre a nossa própria existência profissional.Um texto deste vai levar a muitos a se repensarem melhor sobre a sua trajetória profissional e a repensarem sobre o seu futuro. Muito melhor uma vida plena no futuro, a uma vida enfartada por uns quinhões a mais no presente, ah e o livro do Ricardo Semler é muito bom.
    Abraços, Prof Alfredo

  • Fernando J Almeida
    29 de março de 2013 ás 14:04

    Boa tarde, caro Fernando. Eu já tive a oportunidade de ler esse livro e realmente é uma excelente leitura, que, dependendo do momento vivido, causa impacto e, de certa forma, emoção. Que este sentimento que vc sentiu perdure por muito tempo, para não lhe sair mais da mente seu foco de SER FELIZ! E só isso que vale da vida, porque vc sendo feliz faz felizes os entes queridos à sua volta. Sucesso, saúde e felicidades. Um abraço do seu “xará”, Fernando J Almeida.

  • Gilmar D´Orazio
    29 de março de 2013 ás 18:15

    Dá para dizer: que quando viramos a própria mesa nos tornamos responsáveis ou comandantes de nosso próprio futuro?

    Ao ler seu artigo tive esta impressão.

  • Jurema Caodaglio
    30 de março de 2013 ás 21:06

    Fernando Parabéns! Tb. estou reunindo coragem e, assim como vc, seguir adiante, com mais forças e determinação!

  • Gláucia de Castro
    2 de abril de 2013 ás 15:00

    Olá!
    Fernando, estou passando por essa crise ainda não cheguei ao 50 anos, mas preciso ver o que fazer pois diferente de você tenho muitas idéias na cabeça é um turbilhão, mas penso só em ser feliz…
    Preciso só viabilizar os sonhos e transformá-los em realidade.
    Abçs e ogrigada por compartilhar sua experiência conosco.
    Gláucia

  • Alexandre Bovenzo
    16 de abril de 2013 ás 10:39

    Olá!
    Me vi dentro de sua história quando a li. Fui treinador de corrida e triathlon e também triatleta profissional. Vi que dar aulas não era o que me fazia feliz e muito menos me traria estabilidade financeira. E descobri o mercado de organização de eventos esportivos que é onde busco minhas realizações hoje. Claro que o caminho não é nada fácil para conseguir patrocinadores, principalmente quando você está iniciando, mas toda essa luta traz crescimentos e te faz evoluir. Sair da zona de conforto não é fácil, mas basta persistir que as coisas fluem. Espero ver historias como a sua e a minha acontecerem cada vez mais e que todos possam encontrar aquilo que realmente as façam completas e felizes. Abs! Bovenzo

  • vinicius piassarollo
    17 de abril de 2013 ás 19:38

    é fernando … ja ouvi uma frase … muitos vivem a vida como se nunca fossem morrer … sabe adiando as decisões .. e com medo de arriscar… o pior é que quando tu chega no final da vida ( no final que eu digo é no asilo… la no final mesmo ) LEMBRE-SE o Roberto Marinho começou a rede globo com 60 anos … e o pior é quando tu chegar no final da vida ver que tu viveu como se nunca tivesse vivido….

    sabe pra mim tu é um exemplo… vou ler o livro Ricardo Semler, “Virando a própria mesa”. porque tu indicou …. lembre-se sempre que eis um influênciador…. o mundo precisa de pessoas como o senhor … grande exemplo … obrigado Fernando… grande abraço amigo

  • Joao Martins
    2 de maio de 2013 ás 03:48

    O Fernando fez muito bem e tenho certeza que tens ajudado multidoes.
    bom trabalho

  • Paulo Cardozo
    16 de junho de 2013 ás 22:21

    Caro Fernando,

    Achei excelente! Estou vivendo algo parecido, mas para recomeçar preciso voltar para meu Rio de Janeiro.
    Valeu o texto e a mensagem!

    Abraços!

  • wagner evencio silva
    7 de julho de 2013 ás 16:58

    Olá, feliz por vc meu bom amigo e mais feliz ainda por pertencer a segunda leva de amigos. forte abraço.

  • wilson dreux
    13 de setembro de 2013 ás 01:41

    Fernando compartilho com todos os comentários elogiosos a sua pessoa e a virada de mesa.
    Como lhe expliquei seu artigo semelhante me fez chutar o “balde” que estava cheio, Hoje nos autos dos meus 70 anos estou começando uma empresa Imobiliária e com muita disposição e energia. A porta está aberta p/todos que não tem medo de vencer. Obrigado mais uma vez. Aproveito para convidar o Frankc José que acima reclama da má sorte, coragem e acredite em vc. Abraços

  • MAX OLIVEIRA GROSSMANN
    16 de setembro de 2013 ás 11:11

    Novamente leio um texto seu, muito bem escrito, motivador e sempre oportuno. Este ano tem sido de grandes mudanças profissionais para mim e ainda estou em transição buscando uma oportunidade para ganhar dinheiro fazendo o que gosto.
    Grande abraço!

  • Sávio Ipiranga
    11 de janeiro de 2014 ás 11:46

    Parabéns pelo artigo Fernando. Resume perfeitamente esse processo de transformação e a busca de uma vida mais feliz fazendo o que realmente se gosta. Passei por algo semelhante, na verdade, ainda estou passando por ele a mudança é recente e como li outro dia, você tem certeza que está no caminho certo quando deixa de olhar para trás.
    Infelizmente conheço outros amigos que ainda estão presos no conformismo por diversas razões e espero que consigam dar essa virada na própria mesa o quanto antes, pois os que o fizeram são pessoas muito mais feliz.
    Parabéns novamente e sucesso sempre!!

  • Andrea
    13 de janeiro de 2014 ás 12:32

    Fantástico!!!
    Sair da zona de conforto é o que precisa….
    Parabén pela lição de vida!

  • Paulo Roberto Meinerz
    14 de janeiro de 2014 ás 16:35

    Fernando, gostei muito da sua história. Estou em uma situação parecida, mas não por decisão própria, e sim por ter sido empurrado para ela. Estou desempregado desde junho de 2013 e passei, desde então, a repensar a minha vida. A zona de conforto é o que mais atrapalha a gente neste tipo de decisão. Por isto, quando somos forçados a encarar uma nova situação, esta talvez seja a motivação maior para mudar o rumo do barco, até porque já não há mais o que perder. Até mesmo a idade bate com a sua quando da decisão de mudar. Espero poder contar em breve detalhes de como me tornei mais feliz!

  • Maria Julia de Oliveira
    16 de janeiro de 2014 ás 20:12

    Caro Fernando
    Acabo de ler o seu texto que mexeu com meu ego profundamente. Trabalhei como vc em uma empresa por 22 anos e me aposentei, achando que poderia viver completamente feliz com a nova vida e não é assim que funciona. Aos 60 anos deparamos com várias dificuldades, e o recomeço é desgastante, então me acomodei em ajudar pessoas e não a mim. Hoje em especial estava me sentindo sem objetivos e altamente desanimada, pois sinto-me ainda com disposição para produzir e compartilhar meus conhecimentos, e comecei o ano com o propósito de virar minha própria mesa, mesmo sem saber como e o que fazer.
    Parabéns pelo texto e agradeço por compartilhar sua experiência.
    Forte abraço e muito sucesso
    Maria Julia

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